Embora no momento em que o cessar-fogo foi declarado ainda houvesse tiros e bombardeios, além do atraso na divulgação dos nomes dos reféns, o sacerdote afirma que o clima é de esperança. “As pessoas estão começando a pensar, a viver. Aqui há vários refugiados que querem ir para sua casa ou para o local onde moravam, mas até agora isso não é permitido porque é uma zona militar e porque o exército vai se retirar aos poucos. Alguns querem ir para o mar, especialmente os pescadores. Gaza fica no Mediterrâneo, portanto, depois de mais de um ano, eles querem ver o mar. A autoridade israelense explicou que ainda não é possível chegar perto do mar para pescar ou nadar, mas muitos queriam nadar, apesar do frio. Certamente há alívio, as pessoas estão começando a pensar em como reconstruir suas casas, como retomar suas vidas, mas ainda há incerteza”, disse.
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Gaza está destruída. Pouquíssimas estruturas estão de pé, portanto padre Romanelli frisa que a ajuda humanitária é necessária. A expectativa é que o palestinos recebam alimentos, água de boa qualidade e diesel, fundamental para os geradores e para todo o sistema elétrico.
“As pessoas já estão esperando para ver como poderão reconstruir suas casas, mas isso não está incluído na primeira etapa do acordo de cessar-fogo, porém serão 600 caminhões, em vez dos 400 que vieram antes da guerra. Durante a guerra, havia dias em que nada chegava, portanto, 600 é um bom número, mas certamente não é suficiente, mas esperamos que a vontade daqueles que aceitaram o cessar-fogo e a ajuda internacional se concretizem para salvar essa população de 2,3 milhões de pessoas”, reitera.
Proximidade do Papa
O presbítero recorda que o Papa Francisco liga “religiosamente” às 20h, horário local (19h em Roma). Ontem não foi diferente, o telefonema também aconteceu. Havia um grande número de refugiados, alguns deles doentes, prostrados, havia crianças pequenas que já estavam dormindo porque era cedo e, como há pouca luz, ela é utilizada, por exemplo, para a internet. “A surpresa foi que um grande número de refugiados veio aqui para dizer obrigado, obrigado por estar sempre conosco. Fizeram uma faixa com essas palavras, cantaram para o Papa Francisco, disseram uma frase em espanhol, em árabe, em inglês, em italiano e ele respondeu que era bom vê-los ali e que estava feliz porque a paz estava chegando a Gaza”, conta. A frase do Santo Padre impressionou a todos.
Fonte: Canção Nova.



