Os alertas do Papa sobre a Inteligência Artificial nos últimos anos são a base de uma nota do Vaticano divulgada nesta terça-feira, 28. “Antiqua et Nova” (em referência à “sabedoria”, antiga e nova) é uma nota que aborda a relação entre inteligência artificial e inteligência humana, fruto da reflexão mútua entre os departamentos para a Doutrina da Fé e para a Cultura e a Educação.
O documento é dirigido a pais, professores, clero e a todos os que são chamados a educar e transmitir a fé, mas também àqueles que compartilham a necessidade de um desenvolvimento científico e tecnológico “a serviço da pessoa e do bem comum”. O texto foi aprovado pelo Papa Francisco.
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Em 117 parágrafos, a Antiqua et Nova destaca os desafios e as oportunidades do desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) nos campos da educação, economia, trabalho, saúde, relações internacionais e interpessoais, além de contextos de guerra. Neste último, por exemplo, as potencialidades da IA – adverte a Nota – poderiam aumentar os recursos bélicos “muito além do alcance do controle humano”, acelerando “uma corrida desestabilizadora por armamentos com consequências devastadoras para os direitos humanos”.
O documento aborda os perigos da IA, mas também os progressos que dela podem vir. A preocupação, no entanto, é grande e decorre de todas as inovações cujos efeitos ainda são imprevisíveis, inclusive naquilo que, no momento, parece inofensivo, como a geração de textos e imagens.
Um ponto decisivo da nota é a distinção entre Inteligência Artificial e inteligência humana. Esta última “se exerce nas relações”, é modelada por Deus. A IA “não possui a capacidade de evoluir nesse sentido”, frisa o documento.
A visão que a IA oferece é “funcionalista”, explica a nota, avaliando as pessoas apenas com base em trabalhos e resultados, enquanto a dignidade humana é imprescindível e permanece sempre intacta. É, portanto, “enganoso” usar a própria palavra “inteligência” em referência à IA: ela não é “uma forma artificial de inteligência”, mas “um dos seus produtos”.
Fonte: VaticanNews.



