Aeroporto de Guarapuava opera com restrições de peso máximo de decolagem

Para garantir a segurança das operações, o peso máximo de decolagem está limitado a 80%. Isso diminui a disponibilidade de assentos nos voos comerciais. 

Terminal de passageiros do Aeroporto Regional de Guarapuava. Foto: Cléber Moletta.

05/03/2025 às 08:00 - Atualizado em 05/03/2025 às 10:11

Compartilhe:

Quando o ATR72, avião operado pela Azul Linhas Aéreas, decola de Guarapuava, ele não pode utilizar seu peso máximo de decolagem e, portanto, deve restringir a quantidade de passageiros e de carga embarcada. Isso acontece por limitações na pista do Aeroporto Regional Tancredo Thomás de Faria. Atualmente, pela extensão disponível de pista, o avião decola com 80% do peso máximo. 

E o problema pode ser resolvido sem obras nem investimentos financeiros. Basta ajustes na documentação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). 

Atualmente, a pista está certificada para operar com 1365 metros de pista. Contudo, a extensão total já existente e construída é de 1620, mas ela não pode ser utilizada. 

Segundo o diretor do aeroporto, Fernando Brustolin, o problema é burocrático e atualmente a pista já dispõem de margens livres e pode solicitar homologaço para usar toda extensão física. Quando ocorreu a certificação, em 2019, a pista não dispunha das duas margens de segurança de 150 metros. Atualmente, segundo ele, já é possível usar toda a pista, mas é preciso ajustar a documentação.

Como resolver?

A saída mais rápida é manter a categoria 2C, que exige somente 150 metros de margens livres, mas solicitar uma nova certificação. Para isso, basta um processo burocrático junto a Anac, sem que nenhuma obra precise ser feita.

“Nós precisamos agora entrar com esse processo na Agência”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Agner. 

Ele afirmou que junto com a ampliação da pista, também será instalado um novo equipamento de segurança já garantido para o aeroporto. 

“Nós queremos instalar o PAPI nas condições de operação um pouco mais longas, do 1360 para 1560, mais 200 metros, que foram encurtados na cabeceira 26”, explicou. 

O PAPI, mencionado pelo secretário, é o Precision Approach Path Indicator, é um equipamento que forma uma espécie de rampa que dá mais segurança para operação de pouso, momento crucial do voo. 

Esse equipamento já foi destinado para Guarapuava pelo Governo Federal, mas ainda não foi instalado pela prefeitura. 

Essas alterações seriam suficientes para eliminar restrições de peso e permitir a operação plena da Azul. 

Fique sempre por dentro das últimas notícias!

Junte-se ao nosso grupo no WhatsApp e receba em primeira mão as notícias, atualizações e destaques do CulturaNews.
Não perca nada do que está acontecendo!

Clique aqui e faça parte do grupo!