Passados quase três meses da atual administração municipal, os servidores públicos de Guarapuava, representados pelo Sindicato dos Servidores Públicos e Profissionais do Município de Guarapuava (Sisppmug), cobram um diálogo direto com o prefeito Denilson Baitala (PL), para discutir suas reivindicações. Até o momento, segundo o sindicato, o gestor não recebeu a categoria para negociações, apesar dos inúmeros pedidos formais de reunião.
A principal preocupação dos servidores é a recomposição salarial, que tem como data-base o mês de maio. Além disso, há demandas pendentes, como o pagamento do piso nacional do magistério, que, de acordo com o sindicato, ainda não está sendo cumprido pela administração municipal. O presidente do Sisppmug, Joelson Ribas, em entrevista ao repórter Tonico de Oliveira, da Rádio Cultura, reforçou a necessidade de uma conversa com o Executivo.
“Mandamos todos os documentos cobrando um posicionamento, fizemos assembleias e encaminhamos as pautas para o prefeito. Mas até agora não tivemos retorno sobre como o município pretende tratar a recomposição salarial e outras questões fundamentais para a categoria”, afirmou Ribas.
Impacto financeiro
O sindicato também aponta que o município possui condições financeiras para atender às demandas dos servidores. Segundo estimativas da entidade, a arrecadação prevista para 2024 é de aproximadamente R$ 900 milhões, incluindo tributos e repasses. A recomposição salarial reivindicada pelos servidores gira em torno de 5%.
Na última terça-feira (25), os vereadores aprovaram, com 16 votos favoráveis e dois contrários, o projeto de lei do Executivo para a recriação de 144 cargos comissionados na Prefeitura. Com a medida, a administração vai contar com mais de 260 cargos.
Baitala terá a mesma estrutura de cargos comissionados da gestão Celso Góes. Em novembro de 2024 o então prefeito extinguiu os cargos. A lei aprovada nesta terça revoga a extinção e retoma exatamente a mesma estrutura de cargos comissionados da gestão anterior.
Para o Sisppmug, a recriação desses cargos compromete a possibilidade de reajuste salarial para os servidores efetivos, uma vez que pode elevar os gastos com pessoal ao limite prudencial estabelecido por lei. O sindicato defende que, antes da nomeação de novos comissionados, a gestão deve priorizar o cumprimento das obrigações salariais com os servidores de carreira.
De acordo com o sindicato, a medida deve gerar um impacto financeiro de aproximadamente R$ 1,25 milhão mensais na folha de pagamento do município, o que equivale a cerca de R$ 16,2 milhões anuais.
Reação do sindicato
O presidente do Sisppmug criticou a postura da administração municipal, destacando que a criação dos cargos comissionados ocorreu sem que as demandas dos servidores fossem atendidas. “O município tem tratado essas questões com velocidades diferentes. Para criar cargos, há agilidade. Já para resolver pendências salariais, não há a mesma disposição”, apontou Ribas.
A entidade reforça que seguirá cobrando uma posição do prefeito e espera que as negociações sejam abertas o mais breve possível, garantindo que os servidores municipais não sejam prejudicados em seus direitos trabalhistas.
Até o fechamento desta reportagem, a administração municipal de Guarapuava ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre as reivindicações do Sisppmug.
O Cultura News solicitou um posicionamento da Prefeitura para saber se o prefeito pretende se reunir com representantes do sindicato. Assim que houver resposta, a reportagem será atualizada.
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