Dalba alega aumento de custos e perda de contratos e pede recuperação judicial

Processo tramita na Comarca de Ponta Grossa.

Foto: Grupo Dalba.

25/04/2025 às 15:18 - Atualizado em 26/04/2025 às 10:31

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O Grupo Dalba, sediado em Guarapuava, entrou com pedido de recuperação judicial. Formado por empresas do setor de engenharia pesada e focado em obras públicas de infraestrutura, o grupo alega graves problemas financeiros decorrentes do aumento dos custos de insumos básicos e da redução de contratos públicos. O pedido foi feito no dia 14 de abril e ainda aguarda decisão da juíza Daniela Flávia Miranda, da 1ª Vara Cível de Ponta Grossa. 

A recuperação judicial é solicitada à Justiça por empresas enfrentam desafios financeiros. Se aceita, ela permite a renegociação de dívidas com credores, garantindo a continuidade das atividades da empresa.

O valor da causa foi inicialmente estipulado em R$ 95.190.883,59. O pedido envolve as empresas CONSORCIO DALBA CONCRESOLO, CONSÓRCIO DALBA – BANDEIRANTES, Consorcio Tamboril, DALBA CONCRETO LTDA, Dalba Engenharia e Empreendimento Ltda e Dalba Holdin/Engenharia. Como terceiro, está arrolada a empresa CATALISE SOLUCOES EMPRESARIAIS LTDA. 

Motivos 

A petição inicial apresentada à Justiça informa que “no período pandêmico houve escassez e elevada alteração nos custos dos principais insumos utilizados pela empresa, tais como CAP (cimento asfáltico de petróleo), cimento, xisto, aço, dentre tantos outros”. No mesmo período, a Dalba teve que se adaptar a uma nova política de crédito dos fornecedores que reduziram “drasticamente o prazo para pagamento das compras”. 

Neste contexto de alta de custos, a empresa teve dificuldades para conseguir novos contratos. Focada em obras de engenharia pesada e tendo como principal cliente o setor público, a empresa teve redução drástica de faturamento, mas manteve elevado seu custo fixo. 

Um ponto crucial alegado pela empresa para agravar as dificuldades foi o cancelamento de contratos que somavam R$1,5 bi junto ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER). A decisão levou ao acúmulo de R$50 milhões de prejuízo acumulado entre janeiro e outubro de 2024, informa a empresa no pedido judicial. 

Os contratos perdidos pela Dalba junto ao DER são de uma licitação bilionária que foi cancelada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) no valor de R$5,2 bi. O objeto licitado era a “execução de serviços de manutenção e conservação rotineira e periódica do pavimento das rodovias”. As falhas encontradas em auditoria envolvia, dentre outras questões, preços acima do praticado no mercado. Falhas cometidas pelo DER. 

Dos 40 lotes da licitação, 15 foram vencidos pela Dalba que teriam o faturamento dobrado em um ano caso os contratos fossem executados. 

Negócio viável 

Na solicitação de recuperação judicial o Grupo afirma que sua operação é viável e que tem condições de se recuperar. Argumenta que estão consolidados no mercado, tem experiência e capacidade técnica reconhecida para obras de grande porte. 

Liminar

Um dos pedidos liminares da empresa foi negado. A empresa pediu para continuar participando de licitações, mesmo que não tenha certidões negativas obrigatórias.

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