“Eu já fui até a Superintendência da União e já tive o aval, só estou esperando do Exército Brasileiro, que não faz mais uso desse imovel, para fazermos uma reurbanização”, afirmou o prefeito de Guarapuava, Denilson Baitala (PL), sobre o uso da área de posse do Exército Brasileiro, no Bairro Santana.
A intenção do município é usar o terreno que tem 500 mil m² para construir habitação popular. Mas, para isso, precisa de uma sinalização formal do Exército Brasileiro afirmando que não usa mais a área.
“Já tive tratativas com ele e estou esperando”, completou Baitala ao explicar que pretende urbanizar a área com a construção de um parque e até 2 mil habitações.
“A União já liberou, precisa de um ofício do 26 dizendo que não tem utilidade ou função social, não tem mais interesse”, reiterou Rosangela Virmond (PSD), vice prefeita de Guarapuava.
Desde o início de maio a reportagem da Rádio Cultura tenta uma entrevista com o comando do 26º GAC. A unidade militar é a responsável pela área.
O local foi repassado pelo município para o Exército em 1961, quando existia em Guarapuava um regimento de cavalaria. Desde a década de 1970, quando a organização militar passou a ser artilharia, a área ficou sem uso.
Gestões anteriores já tentaram usar a área. Mas o entrave foi o Exército. Na primeira gestão do prefeito Cesar Filho (2013-2016) os militares pediram uma contrapartida para entregar a área. O valor, na época, era de R$50 milhões, totalmente inviável para a realidade da da ministração municipal.
Na gestão Celso Góes (2021-2024) ocorreram novas tentativas, mas sem avanço.
O que diz a União?
A reportagem procurou a Secretaria do Patrimônio da União, que se manifestou por nota:
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), por meio da Superintendência no Estado do Paraná, esclarece que o imóvel em questão é de propriedade do Exército Brasileiro. Portanto, informações mais precisas sobre seu uso e eventual destinação devem ser solicitadas diretamente às Forças Armadas, responsáveis pela administração da área.
O terreno possui aproximadamente 500 mil metros quadrados e não há restrição ambiental identificada quanto à sua utilização.
A SPU esclarece ainda que há interesse manifestado por parte do poder público e da iniciativa privada na destinação da área para fins de habitação de interesse social. No entanto, até o momento, não houve anuência formal por parte do Exército, o que impede o avanço de qualquer proposta de uso ou cessão da área.
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