O horário de verão, abolido no Brasil desde 2019, poderá ser necessário novamente em 2025. A possibilidade foi confirmada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que avalia o risco de sobrecarga no consumo de energia durante os meses mais quentes do próximo ano.
De acordo com o diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, a volta do horário de verão poderia acrescentar entre 2 GW e 2,5 GW de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN), ajudando a aliviar a pressão sobre a geração elétrica em horários de maior demanda.
A medida precisaria ser definida até agosto deste ano para entrar em vigor entre outubro e fevereiro, como ocorria antes de ser extinta. Segundo o ONS, fatores como o atraso na entrada de novos projetos de geração de energia — previstos pelo Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) — e a possibilidade de chuvas abaixo da média colocam o sistema em alerta.
Zucarato explicou que, caso a situação não melhore, a recomendação oficial pela volta do horário de verão “é possível, embora não seja o cenário base”. “Se necessário, podemos recomendar o retorno, se houver risco de o sistema não ser atendido”, disse.
O Plano da Operação Energética (PEN) 2024-2028 projeta aumento contínuo do consumo, que pode chegar a 105 GW em 2024 e a 113 GW em 2026. Para equilibrar essa demanda, o governo pode realizar um novo leilão de reserva ainda este ano, garantindo o reforço de capacidade a partir de 2026.
Extinto em 2019 por decisão do governo federal, o horário de verão era adotado para reduzir o consumo de energia no horário de pico, aproveitando mais horas de luz natural. Em 2020, o governo também optou por não reativar a medida, mas o cenário pode mudar se os alertas de déficit se confirmarem.
Fonte: Estadão
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