No dia 5 de maio de 2025 a reportagem fez o primeiro contato com o 26º Grupo de Artilharia de Campanha, unidade do Exército Brasileiro em Guarapuava, buscando informações sobre a utilização da área da corporação localizada no Bairro Santana e sobre eventuais negociações para aquisição do terreno pelo município de Guarapuava. Mesmo com insistentes pedidos nos últimos dois meses, a instituição não se posicionou e não recebeu a reportagem.
A posição da unidade militar é fundamental para que o terreno possa ser utilizado para construção de um loteamento, como pretende a prefeitura. Em junho, o prefeito Denilson Baitala (PL) afirmou que depende de uma posição do Exército para utilizar a área, atualmente ociosa.
Militares que assessoram o Tenente-Coronel Júlio César Lacerda Martins, comandante da Unidade, foram procurados para marcar entrevista ou obter uma posição por meio de nota.
Na última terça-feira (08/07), o Comando Militar do Sul afirmou em nota que “o comando do Exército em Curitiba não recebeu nenhum documento ou contato oficial da prefeitura sobre o assunto”.
Contudo, o prefeito já esteve com a representantes da Secretaria de Patrimônio da União e já fez negociações com o comando local.
Terreno sem uso
O terreno do Exército no Bairro Santana foi repassado pelo município para o Exército em 1961, quando existia em Guarapuava um regimento de cavalaria. Desde a década de 1970, quando a organização militar passou a ser artilharia, a área ficou sem uso.
A área, que era do município, foi objeto de troca por um terreno onde atualmente está localizado parte do bairro dos Estados.
Gestões anteriores já tentaram usar a área. Mas o entrave foi o Exército. Na primeira gestão do prefeito Cesar Filho (2013-2016) os militares pediram uma contrapartida para entregar a área. O valor, na época, era de R$50 milhões, totalmente inviável para a realidade da da ministração municipal.
Na gestão Celso Góes (2021-2024) ocorreram novas tentativas, mas sem avanço.
O que diz a União?
Por meio de nota, a Secretaria de Patrimônio da União informou a Rádio Cultura que a transferência do terreno depende da anuência do Exército Brasileiro, que é o responsável pela área.
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