Fiep cobra diálogo após Trump anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

Federação das Indústrias do Paraná avalia impactos e pede ação do governo para evitar prejuízos ao setor produtivo.

Foto Ilustrativa: Fiep

10/07/2025 às 08:10 - Atualizado em 10/07/2025 às 08:11

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A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) divulgou uma nota ontem (10) manifestando perplexidade com o anúncio do governo dos Estados Unidos de que promete impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. O comunicado, assinado pelo presidente Edson Vasconcelos, destaca que a entidade ainda avalia os impactos da medida para diferentes segmentos da indústria paranaense e defende a abertura imediata de canais de diálogo com o governo norte-americano.

“Esperamos que sejam abertos canais de diálogo efetivos para se buscar, junto ao governo norte-americano, a anulação dessa taxação, evitando-se assim prejuízos imensuráveis para a economia nacional”, afirmou Vasconcelos.

A decisão de elevar a tarifa foi oficializada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em carta pública enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quarta-feira (9). No texto, Trump justificou a medida citando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, classificando o processo como uma “vergonha internacional”. Ele também acusou o Brasil de impor restrições à liberdade de expressão de plataformas digitais americanas.

Conforme informações do g1, a nova tarifa de 50% é a mais alta entre 22 países notificados nesta semana, superando taxas aplicadas a Japão, Coreia do Sul e Malásia, que terão tarifas de 25%, e a Laos e Mianmar, que foram taxados em 40%. Produtos como petróleo, ferro, aço, café e celulose, principais itens da pauta de exportações brasileiras para os EUA, podem ser diretamente atingidos.

Em resposta, o presidente Lula afirmou que o Brasil não aceitará ser tutelado por qualquer nação e que, se necessário, o governo responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica. O governo brasileiro também devolveu a carta de Trump, classificando o conteúdo como “ofensivo” e “inaceitável”.

A Fiep reforça que acompanha o caso de perto e deve ampliar o diálogo com o setor produtivo paranaense para dimensionar os efeitos práticos da nova tarifa sobre empregos, produção e investimentos, especialmente em setores como siderurgia e agronegócio. Enquanto isso, entidades nacionais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Amcham Brasil também já se manifestaram pedindo negociação para evitar uma escalada de tensões comerciais.

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