Moradores da Vila Esperança, em Entre Rios, convivem com problema de inundação

Prefeitura afirma que trabalha para realocar famílias e avalia melhoria na drenagem.

Vila Esperança, Colônia Vitória, Entre Rios. Foto: Cléber Moletta.

11/08/2025 às 15:00 - Atualizado em 11/08/2025 às 16:35

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O córrego que corta seis quadras da Vila Esperança, na Colônia Vitória, em Entre Rios, é pequeno. Tanto que muitos chama de valeta. Mas quando as chuvas são intensas é o suficiente para causar estragos.

“Perdemos tudo de dentro da casa, meu filho também, móveis, comida, tudo”, afirma Josiane Aparecida Tomaz, 41 anos, que mora no local desde 2007. A inundação que causou a perda de tudo que ela tinha na casa aconteceu no ano de 2024.

Segundo ela, a construção do asfalto piorou a situação. Essa é uma reclamação de vários moradores. As manilhas colocadas no córrego após a construção do asfalto não conseguem dar conta de muita água e serve como uma represa.

“Depois que mexeram na ponte, que colocaram manilhas, a água não passa por baixo, ela passa por cima do asfalto e entra na casa”, explica a moradora. A colocação das manilhas foi feita quando foi construída a pavimentação asfáltica, uma melhoria recente.

Na semana passada, a secretária de Obras do município, Tatiane Nezi esteve no local fazendo uma vistoria.

Lixo

Mas, independe das obras, existe o problema do lixo. Jacira Aparecida de Toledo, 60 anos, moradora da vila, relatou que o lixo é um problema e que afeta todas as casas.

“Gastei duas semanas para fazer faxina, tirei tábua, panela, cacos de vidro, pet, sacolinha, todo tipo de lixo, vem carregado pela água e invade todas as casa”, afirma a moradora.

Área de inundação

Bruno Lemos é geógrafo e pesquisador do tema. Ele está desenvolvendo uma modelagem da área para avaliar o risco de inundação e avaliar quais pontos são mais suscetíveis. Ele explicou que o córrego é uma sub-bacia do Rio Pinhão e é pequeno, tem cerca de 15 km de área. Porém, mesmo sendo um rio pequeno e raso, o terreno é plano e isso favorece a inundação.

“É a característica do terreno, bastante plano, e o leito do rio não é profundo, por isso conforme o fluxo da água vai aumentando ele se espalha pela planície de inundação”, explica. Ou seja, a área que naturalmente inunda está ocupada por casas e outras benfeitorias.

Sobre a obra que coloca manilhas na passagem das ruas, ele explicou que não necessariamente é o causador das inundações, uma vez que as casas estão numa área que naturalmente o rio inunda. Mas a obra pode ser um potencializador.

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