O Centro de Atenção Psicosocial (Caps) Álcool e Drogas da 5ª Regional de Saúde, único espaço do Sistema Único de Saúde (SUS) com acolhimento de pacientes de Guarapuava e região, reduziu a equipe e a quantidade de vagas para atendimento. Segundo a direção, a medida foi necessária devido a falta de recursos, que são repassados pelo Governo do Estado e União.
“Não está funcionando de maneira plena, está funcionando com uma equipe mínima e, como reduzimos a equipe, reduzimos os acolhimentos”, informou Marilda Pelissari, diretora do Consórcio Intergestores de Sáude da 5ªRegional (CIS5RS), que administra o espaço.
O Caps AD III atende adultos, adolescentes e jovens e comporta até 30 acolhidos, que podem ficar por períodos de 14 dias a seis meses, mas atualmete opera com no máximo 13. Nesta terça-feira(20/01), quando a reportagem esteve no local, eram 7 pessoas sendo atendidas. Este é o único espaço para internamento de curta duração de pessoas dependentes de álcool e drogas.
Segundo a diretora do Consórcio, o custeio do Caps é feito com repasses da União e do Estado, mas os valores são insuficientes para manter o serviço. O custo mensal oscila entre R$550 a 600 mil e o déficit mensal estava na casa de R$160 mil.
Em outubro de 2025 os prefeitos dos 20 municípios mantenedores do Consórcio decidiram reduzir a quantidade de atendimentos para fechar as contas.
“Fizemos um levantamento para que os municípios entrassem com uma contra partida de R$0,22 por habitante, os municípios também estavam com dificuldade financeira e entramos em um consenso de diminuir os acolhimentos para o serviço poder se pagar”, disse Marilda.
O Governo Federal e do Estado foram procurados pela reportagem, mas não deram retorno até o fechamento da matéria.
“Levamos para o Governo do Estado, também para o Federal, mas até agora sem nenhuma resposta definitiva”, afirmou Marilda. Segundo ela, há mais de 2 anos o valor não é reajustado.
Outras medidas
A prestação do serviço é realizada por uma empresa terceirizada. O atual contrato é emergencial e tem duração de três meses e custo de R$1,4 milhão (por todo o período). A direção do Consórcio está elaborando um Processo Seletivo Simplificado e vai contratar os profissionais. O objetivo é retomar o serviço com mão de obra própria, o que deve reduzir o custo, segundo a direção.
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