Obras em andamento são solução definitiva para estabilidade da Serra da Esperança, afirma diretor da EPR Iguaçu

Após estudo, concessionária está executando projeto que soluciona questão da estabilidade no trecho da BR-277, entre Guarapuava e Prudentópolis.

Foto: PRF

27/01/2026 às 09:28 - Atualizado em 27/01/2026 às 10:25

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As obras que estão em andamento na BR-277, trecho da Serra da Esperança, devem trazer uma solução definitiva para os problemas de deslizamento e tombamento de rochas na pista. Segundo afirmou Sílvio Caldas, Diretor da concessionária EPR Iguaçu, que administra a rodovia, as intervenções são orientadas por um amplo estudo técnico e vão garantir a segurança no trecho.

“O projeto traz uma solução definitiva para estabilização destes taludes”, afirmou Caldas. “É uma técnica que traz a instalação de chumbadores e tirantes, elementos que funcionam para que o talude seja estabilizado e na sequência a gente faz a aplicação de concreto projetado que traz uma proteção adicional a esses locais”, completou.

Esta intervenção será realizada em 10 pontos da Serra, entre os kms 310 e 320, limite entre os municípios de Prudentópolis e Guarapuava. Em paralelo será feita a limpeza do local, manutenção e ampliação do sistema de drenagem.

Formada por arenitos, rochas muito frágeis, as encostas já sofreram diversos deslizamentos. O último, no dia 7 de janeiro de 2026. Antes, o evento mais significativo foi em 2024, quando a pista fico fechada por cinco dias.

Monitoramento

Com a rocha frágil e a inclinação do terreno, a chuva é o principal fator para desencadear a movimentação do terreno. Por isso, Sílvio Caldas afirmou que a EPR Iguaçu mantém uma rotina diária de inspeção visual do trecho e um monitoramento climático em parceria com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).

Em alguns pontos, a vegetação acaba favorecendo os deslizamentos, pelo peso depositado sobre o solo instável. Por isso, em alguns pontos, pode ser feita a retirada de árvores. Já há licenciamento para a execução deste tipo de intervenção, segundo o executivo da empresa.

Impactos contratuais

Esta obra não está prevista no contrato assinado pela concessionária com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Por isso, o tema deve ser levado para a Agência.

“Foi um processo erosivo que aconteceu antes da assunção da concessionária e antes do processo licitatório, mas tudo isso nos precisamos levar para a ANTT para uma discussão”, afirmou Caldas.

O custo da obra ainda não está fechado.

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