As obras que estão em andamento na BR-277, trecho da Serra da Esperança, devem trazer uma solução definitiva para os problemas de deslizamento e tombamento de rochas na pista. Segundo afirmou Sílvio Caldas, Diretor da concessionária EPR Iguaçu, que administra a rodovia, as intervenções são orientadas por um amplo estudo técnico e vão garantir a segurança no trecho.
“O projeto traz uma solução definitiva para estabilização destes taludes”, afirmou Caldas. “É uma técnica que traz a instalação de chumbadores e tirantes, elementos que funcionam para que o talude seja estabilizado e na sequência a gente faz a aplicação de concreto projetado que traz uma proteção adicional a esses locais”, completou.
Esta intervenção será realizada em 10 pontos da Serra, entre os kms 310 e 320, limite entre os municípios de Prudentópolis e Guarapuava. Em paralelo será feita a limpeza do local, manutenção e ampliação do sistema de drenagem.
Formada por arenitos, rochas muito frágeis, as encostas já sofreram diversos deslizamentos. O último, no dia 7 de janeiro de 2026. Antes, o evento mais significativo foi em 2024, quando a pista fico fechada por cinco dias.
Monitoramento
Com a rocha frágil e a inclinação do terreno, a chuva é o principal fator para desencadear a movimentação do terreno. Por isso, Sílvio Caldas afirmou que a EPR Iguaçu mantém uma rotina diária de inspeção visual do trecho e um monitoramento climático em parceria com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).
Em alguns pontos, a vegetação acaba favorecendo os deslizamentos, pelo peso depositado sobre o solo instável. Por isso, em alguns pontos, pode ser feita a retirada de árvores. Já há licenciamento para a execução deste tipo de intervenção, segundo o executivo da empresa.
Impactos contratuais
Esta obra não está prevista no contrato assinado pela concessionária com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Por isso, o tema deve ser levado para a Agência.
“Foi um processo erosivo que aconteceu antes da assunção da concessionária e antes do processo licitatório, mas tudo isso nos precisamos levar para a ANTT para uma discussão”, afirmou Caldas.
O custo da obra ainda não está fechado.
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