O proprietário de uma pedreira em Virmond é investigado pela Polícia Civil por suspeita de manter trabalhadores em situação análoga à escravidão. A fiscalização foi realizada na quarta-feira (1º), após uma denúncia anônima apontar condições degradantes de trabalho no local.
Os funcionários viviam em alojamentos improvisados, sem condições mínimas de higiene e salubridade. Segundo a investigação, o empregador pagava salários reduzidos e alegava que os trabalhadores contraíam dívidas com ele em razão da alimentação fornecida diariamente, o que dificultaria o desligamento das atividades.
Os trabalhadores também relataram jornadas de 10 a 12 horas por dia e disseram que não recebiam o pagamento integral pelos serviços prestados. Conforme os depoimentos, houve casos em que funcionários trabalharam cerca de 60 dias e receberam apenas R$ 300.
Durante a fiscalização, a Polícia Civil constatou ainda que os operários não utilizavam equipamentos de proteção individual, apesar da atividade de risco. Além disso, a investigação aponta que a pedreira estaria funcionando sem licença ambiental.
O caso segue sob investigação para apurar as responsabilidades do proprietário e eventuais crimes relacionados às condições de trabalho e à atividade desenvolvida no local.
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