El Niño pode atingir intensidade muito forte e aumentar risco de desastres no Brasil, alerta boletim

Documento elaborado por órgãos federais aponta 81% de chance de o El Niño atingir categoria muito forte, elevando o risco de enchentes, secas, queimadas e outros eventos extremos no país.

Foto: Gilson Abreu/AEN

04/08/2026 às 14:42 - Atualizado em 04/08/2026 às 14:43

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El Niño pode atingir intensidade muito forte e aumentar risco de desastres no Brasil, alerta boletim

Um boletim técnico elaborado por órgãos federais acendeu um alerta para os próximos meses no Brasil. Segundo o documento, o fenômeno El Niño tem 81% de probabilidade de atingir a categoria “muito forte”, aumentando significativamente o risco de eventos climáticos extremos entre a primavera de 2026 e o início de 2027.

O levantamento foi elaborado de forma conjunta pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

Risco de eventos extremos

Os especialistas alertam que o fortalecimento do El Niño poderá provocar impactos diferentes em cada região do país.

Entre os principais efeitos previstos estão:

  • aumento da ocorrência de enchentes;
  • estiagens prolongadas;
  • ondas de calor mais intensas;
  • maior risco de queimadas e incêndios florestais;
  • alterações no regime de chuvas;
  • impactos sobre a agricultura e os recursos hídricos.

Paraná deve registrar mais chuva

Para a Região Sul, especialmente o Paraná, a tendência é de chuvas acima da média, cenário já indicado pelo Simepar para o mês de agosto.

O aumento da frequência de frentes frias e da umidade favorece episódios de chuva intensa, elevando o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis. Ao mesmo tempo, novas massas de ar frio ainda poderão provocar geadas em algumas regiões do Estado durante o inverno.

Monitoramento permanente

Os órgãos responsáveis destacam que o cenário continuará sendo acompanhado por meio de boletins periódicos. A recomendação é que estados e municípios mantenham atenção aos alertas meteorológicos e fortaleçam ações preventivas para reduzir os impactos de possíveis eventos extremos.