Um caso ainda em apuração envolveu uma paciente de 44 anos que deu entrada no hospital, chegou a ser anestesiada, mas saiu sem fazer o procedimento eletivo de retirada do útero. Ela disse que não teve explicação e hospital alegou critérios técnicos para não fazer a operação.
A paciente Edina Padilha Lemos, de 44 anos, relatou que no dia 3 de dezembro deu entrada no Hospital Santa Tereza, em Guarapuava, para realizar uma cirurgia de retirada do útero.
Após o internamento, em jejum, ela recebeu anestesia local. Contudo, a operação não aconteceu e o médico chegou cerca de 30 minutos após a aplicação do anestésico.
“Conversando entre eles [equipe de profissionais] o médico afirmou que não ia fazer a cirurgia porque já havia passado mais de 40 minutos da anestesia e não daria tempo e, se iniciasse, teria que aplicar uma anestesia geral e eu poderia passar mal”, afirmou a paciente.
Ela relatou uma discussão entre o médico e equipe enquanto estava anestesiada e aguardando a cirurgia. O médico teria questionado porque a paciente foi anestesiada, já que estava encerrando seu expediente e não faria a operação.
Edina, que deu entrada na tarde do dia 3, só saiu do hospital na madrugada do dia 4 após solicitar insistentemente por alta.
O que diz o Hospital?
Em nota, o Hospital justificou a não realização da cirurgia por critérios técnicos e que a versão divulgada “não reflete a totalidade dos fatos”. O Santa Tereza também afirmou que “foi instaurado um procedimento administrativo interno após solicitação dos profissionais envolvidos, para apuração detalhada dos fatos mencionados”.
O que aconteceu?
Na mesma nota, a instituição esclareceu “que de fato a anestesia foi realizada e o obstetra responsável avaliou que a paciente não apresentava condições clínicas para o procedimento cirúrgico naquele momento, devido ao risco de complicações”.
“Após avaliação e orientação, a paciente compreendeu a situação e optou por não assumir os riscos relacionados à cirurgia naquele momento”, continuou a nota.
À reportagem, a paciente afirmou que não teve essa explicação no momento e que não foi informado o motivo do cancelamento. Ela também explicou que optou por sair sem fazer a cirurgia.
“O obstetra permaneceu disponível para reavaliar a paciente na manhã seguinte e, assim, realizar o procedimento com segurança, conforme conduta médica apropriada. Porém a paciente realizou alta a pedido na madrugada não aguardando a reavaliação do médico”, informou o hospital.
Reclamações
Nenhuma reclamação foi registrado no próprio hospital. Existe uma Ouvidoria disponível aos pacientes, canal oficial para receber reclamações. A formalização permite que o hospital apure e tome as providências cabíveis.
“A instituição reafirma o compromisso com a ética e a segurança dos pacientes, prezando pela transparência na apuração dos fatos e adoção de medidas corretivas quando necessário. Contamos com a colaboração de pacientes e familiares para que utilizem os canais formais de comunicação para o registro de quaisquer situações que necessitem de avaliação e encaminhamento”, informou o hospital.
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