Ao renovar o contrato de concessão do transporte coletivo de Guarapuava por dez anos, Celso Góes (Cidadania) trava a evolução da mobilidade de Guarapuava. Isso porque a modelagem do serviço continuará a mesma que está vigente desde 2009.
O modelo pensado há 15 anos está atualmente superado e só se mantém porque a prefeitura injeta dinheiro na empresa, via subsídio. O aumento do uso do carro particular, o transporte por aplicativos e outros fatores fizeram com que a quantidade de passageiros diminuísse.
Como o modelo depende de usuários para ser financiado, quanto menos passageiro, mais insustentável é o serviço. É como em uma excursão: quanto mais passageiros, mais gente para dividir o custo e menor a passagem.
Poucos usuários pagantes tornam o sistema deficitário. Sem recursos, são cortados ônibus, horários e itinerários. Cenário que se agravou depois de 2020.
Novo modelo
O desafio das cidades com transporte público é oferecer um bom serviço e com fontes de financiamento além da tarifa. Assim, a passagem custa um preço que compensa e (se o serviço for de qualidade) atrai o passageiro.
Muitas cidades estão adotando formas justas de subsidiar o sistema e buscar fontes extra tarifárias que ajudem a pagar parte do custo do transporte.
Além disso, um sistema que atenda no itinerário e no horário que a população precisa poderia atrair usuários e tornar sustentável a concessão.
Com o contrato renovado por dez anos, Guarapuava perde a chance de discutir e elaborar um modelo melhor de transporte coletivo. Daqui uma década a cidade terá uma nova oportunidade para resolver o problema. Até lá, fica como está.
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