Polícia Civil afirma que não foram encontrados indícios de que vereadora Bia ajudou na fuga de Kenny

Em nota, a Polícia afirma que a vereadora estava ligando para o 190 quando foi abordada.
22/12/2024 às 17:00 - Atualizado em 22/12/2024 às 17:09

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A Polícia Civil se posicionou sobre o caso de Kenny do Cartório, vereador eleito em Guarapuava que dirigia o carro que atropelou e matou um idoso neste sábado (21/12). A vereadora professora Bia foi ouvida no caso porque Kenny foi detido no carro dela logo depois do acidente. 

Em depoimento, Bia afirmou que passou no local logo após o sinistro e parou para poder ligar para Polícia Militar (PM). Momento em que uma pessoa entrou no carro dela pela porta traseira e pediu ajuda. Ela disse que não sabia quem era.

Em nota, a Polícia Civil afirma que “após o acidente, o condutor solicitou ajuda entrando em uma caminhonete, situação em que a motorista foi inicialmente investigada por possível envolvimento na fuga, mas não foram encontrados indícios suficientes para sua autuação”.

A nota segue afirmando que “a apuração revelou que ela não sabia quem era o motorista e estava ligando para o 190 para pedir auxílio no momento da abordagem”.

Veja um trecho do depoimento

 Até o momento, esta é a posição da Polícia Civil que segue as investigações do caso. Quem deteve Kenny do Cartório foram os delegados Bruno Maciozek e Julio Cesar Krueger, ambos estavam de folga e passavam pelo local do acidente. 

No depoimento prestado na noite de sábado (21/12), ambos relataram que estavam passando e visualizaram o suspeito entrando no carro da vereadora, que estava parado. A abordagem foi feita poucos metros a frente.  

Ao delegado Júlio Cesar, informalmente, Kenny admitiu ter bebido, mas se negou a fazer o bafômetro. O político foi autuado em flagrante por homicídio culposo de trânsito, com agravantes de estar sob efeito de álcool, omissão de socorro e tentativa de fuga.

Em linhas gerais, os delegados confirmam o que Bia relatou em seu depoimento, ainda que não tenham sido taxativos sobre a participação ou não em uma eventual fuga.

Já na Delegacia, após ser conduzido pela PM, Kenny ficou calado em seu interrogatório, a defesa do suspeito disse que não vai se manifestar. 

Blazer preta

Os delegados relataram que momentos depois do atropelamento, já com Kenny detido, quatro pessoas em uma caminhonete Blazer preta desceram e tentaram tumultuar o local. Eles questionaram a detenção do político e tentaram mexer no carro sinistrado. 

A identificação dos integrantes do quarteto da Blazer não foi divulgada.

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