727 prefeituras serão chefiadas por mulheres a partir de 2025, o que corresponde a cerca de 13% dos 5.569 municípios brasileiros. São 64 prefeitas a mais do que em 2020, quando foram eleitas 663 mulheres; um aumento de um ponto percentual. Num universo de 102 candidatos no segundo turno, elas eram apenas 15. Apesar de compor maioria no eleitorado brasileiro, as mulheres ainda não conseguiram chegar perto da tão sonhada paridade na representação política.
Disputa entre duas candidatas só houve em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, com vitória de Adriane Lopes sobre Rose Modesto; e em Ponta Grossa, no Paraná, com Elizabeth Schmidt eleita e Mabel Canto em segundo. Adriane Lopes é a primeira prefeita eleita pelo voto direto na capital de Mato Grosso do Sul.
Outras seis capitais tiveram mulheres concorrendo com homens: Natal, Porto Alegre, Curitiba, Aracaju, Porto Velho e Palmas.
Destas, houve vitória feminina somente em Aracaju. Emilia Correa será a primeira mulher prefeita da capital sergipana. Fora as capitais e a cidade de Ponta Grossa, houve mulher concorrendo no segundo turno em apenas outros cinco municípios: Imperatriz, no Maranhão; Uberaba, Minas Gerais; Olinda, Pernambuco; Londrina, Paraná e Santos, em São Paulo. Desses municípios, apenas Olinda e Uberaba elegeram mulheres: Mirella Almeida, de 30 anos, será a prefeita mais jovem de Olinda; e, em Uberaba, quem comandará a prefeitura a partir de primeiro de janeiro será Elisa Araújo.
O desempenho feminino nas eleições é um dos tópicos pesquisados pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos, o Inesc. José Antônio Moroni, que integra o colegiado de gestão do Instituto, avalia que o mecanismo de 30% de cotas de candidaturas femininas, por si só, não garante avanço significativo na ocupação dos espaços de poder por mulheres. Para ele, o ideal é que haja também a cota de 50% no número de cadeiras: “Só garantir cotas para as candidaturas não necessariamente isso tem impacto nas eleitas. A gente viu: o percentual que aumenta de eleição para eleição é muito pequeno. O que a gente precisa ter é, sim, o mecanismo de cotas na questão das eleitas. Então, a gente tem que pensar na questão da paridade: metade homens, metade mulheres e a proporcionalidade racial nesses espaços”.
Considerando o universo das eleitas em primeiro turno, o corte racial é o seguinte: 33,1% são negras; 66% brancas; 0,7% amarelas e 0,1% indígenas. Os dados são do Relatório “Perfil dos eleitos”, do INESC.
Fonte: Rádio Senado
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