Alimentos ultraprocessados ​​podem estar associados à morte precoce, indica estudo

Carnes processadas, biscoitos, refrigerantes, sorvetes e alguns cereais matinais são exemplos de ultraprocessados, que estão se tornando cada vez mais comuns nas dietas do mundo todo.

Foto: Getty Images

28/04/2025 às 17:14 - Atualizado em 28/04/2025 às 17:36

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Um estudo feito em oito países, incluindo o Brasil, indica que consumir muitos alimentos ultraprocessados pode aumentar o risco de morrer mais cedo. Produtos como carnes processadas, biscoitos, refrigerantes e sorvetes são exemplos comuns de ultraprocessados, que contêm vários ingredientes artificiais, como aditivos e corantes.

Os pesquisadores por trás do estudo, publicado no American Journal of Preventive Medicine, analisaram pesquisas anteriores para estimar o impacto da ingestão de alimentos ultraprocessados ​​na mortalidade. Apesar da associação, os cientistas explicaram que o estudo não prova que os ultraprocessados ​​causam mortes, pois outros fatores como dieta geral, atividade física e estilo de vida também influenciam a saúde.

Em países como Brasil e Colômbia, os Alimentos Ultraprocessados estariam ligados a cerca de 4% das mortes prematuras. Segundo o autor principal, Dr. Eduardo Nilson, pesquisador brasileiro da Fiocruz, esses alimentos afetam a saúde por causa das mudanças industriais e do uso de ingredientes artificiais.

O que são ultraprocessados?

Segundo a classificação NOVA, exemplos de ultraprocessados são: bolos, batatas fritas, pão industrializado, salsichas, sopas instantâneas, nuggets, iogurtes de frutas e fórmulas infantis.

Ainda há dúvidas

Especialistas apontam que o estudo usa muitas suposições e não comprova uma relação direta entre consumo de ultraprocessados e doenças. O que já se sabe é que dietas ricas em gordura, açúcar e calorias aumentam o risco de doenças como diabetes tipo 2, obesidade, problemas cardíacos e câncer.

Mesmo sem prova definitiva, muitos estudos sugerem que os ultraprocessados ​​podem ter papel no aumento de doenças.

A indústria alimentícia afirma que o termo “ultraprocessado” generaliza quantidades de alimentos que podem fazer parte de uma dieta saudável, como iogurtes e pães. Todos os aditivos usados, segundo eles, são regulamentados e seguros.

As informações são da BBC News

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