Baitala corta gratificação de Agentes de Saúde em votação ‘tratoraço’ na Câmara 

Projeto atualizou salário de acordo com o piso nacional, mas cortou gratificações e manteve vencimentos estagnados. 
09/04/2025 às 11:47

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A Câmara de Vereadores de Guarapuava aprovou projeto de lei complementar 03/2025 que atualizou o pagamento do piso salarial aos agentes comunitários de saúde e agentes de combate de endemias. Mas, no mesmo projeto, foram revogadas gratificações concedidas aos servidores. 

Na prática, os vencimentos dos trabalhadores seguem iguais, mesmo com o reajuste do piso. 

“Eles tinham uma gratificação da equipe Estratégia Saúde da Família, em torno de R$500 e foi retirada, tomada de assalto, pela atual gestão”, afirmou o advogado Gustavo Lira, representando o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias do Estado do Paraná (entrevista na íntegra abaixo). 

A lei foi aprovada com um tratoraço dos vereadores. O projeto chegou à Casa na segunda-feira (07/04) às 14h10 e foi aprovado na sessão de terça-feira (08/04). Um pedido de adiamento chegou a ser feito, mas foi rejeitado pela bancada de sustentação do Executivo. 

O projeto tem três pontos:

  • Adequa, no município, o salário da categoria ao piso nacional de dois salários mínimos (R$ 3.096,00);
  • Corta a gratificação de equipe Saúde da Família (valor era pago desde 2018);
  • Regulamenta o pagamento de insalubridade tendo como referência o piso das categorias. 

A prefeitura foi procurada, mas não se posicionou sobre o projeto. 

Votação tumultuada

Com tramitação em tempo recorde, a maioria dos vereadores concordou em quebrar os prazos regimentais, fazer duas sessões seguidas e liquidar no mesmo dia a aprovação do projeto de interesse da prefeitura. 

Houve pressão de trabalhadores no Plenário, mas, por fim, o projeto foi aprovado com 14 votos favoráveis, cinco contra e uma abstenção. O presidente, Pedro Moraes (MDB), não votou. 

Confusão

Após a votação, um agente descontente com a decisão dos vereadores saiu do Plenário proferindo comentários ofensivos contra vereadores. Em seguida, já foram da Câmara, teria se envolvido em uma briga por pessoas ligadas a vereadores. 

A Polícia foi chamada, mas não ocorreram prisões. 

Em nota, a Câmara lamentou o ocorrido, mas esclareceu que nenhum servidor ou assessor esteve direta ou indiretamente envolvido na confusão. 

Um boletim de ocorrência foi registrado, segundo o advogado do sindicato que representa os trabalhadores. 

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