Diabetes avança como desafio de saúde pública e já afeta mais de 12 mil pessoas em Guarapuava

Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, feito à pedido do CulturaNews, revela o número de casos e reforça a importância da prevenção e acompanhamento contínuo.

Foto: Ilustrativa/ Divulgação

11/04/2025 às 14:29 - Atualizado em 11/04/2025 às 19:33

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Guarapuava tem atualmente 12.127 pessoas com diagnóstico de diabetes cadastradas nocadastradas no sistema informatizado do município. Os dados foram divulgados nesta semana pela Secretaria Municipal de Saúde, a pedido da reportagem do CulturaNews .

O atendimento a esse público é feito pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) , conforme área de residência do paciente. O Diabetes Mellitus é uma doença crônica que exige acompanhamento periódico, com consultas, exames e orientações individualizadas. Dependendo da gravidade, o acompanhamento pode envolver também outras especialidades da rede de atenção.

A Secretaria destaca que o tratamento precisa ser contínuo. Por isso, reforce algumas recomendações: uso correto da medicação prescrita, prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada com redução no consumo de açúcar e carboidratos, além da hidratação frequente e comparecimento às consultas agendadas com os profissionais de saúde.

Além do cuidado individual, ações de prevenção e promoção da saúde são realizadas regularmentesão realizadas regularmente nas unidades, incluindo campanhas educativas e estímulo à mudança de hábitos.

Estimativa para o Paraná 

Em nota enviada também ao CulturaNews , a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que não há um número exato de pessoas com diabetes no Paraná , já que a doença não é de notificação obrigatória. No entanto, com base em inquéritos populacionais, como a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, estima-se que a prevalência no estado seja de 7,7% .

Com base nessa estimativa e na população paranaense atual, o número de diabéticos no estado pode ultrapassar 900 mil pessoas .

O atendimento pelo SUS é feito na Atenção Primária, com consultas médicas, de enfermagem e equipe multiprofissional . Também são fornecidos gratuitamente medicamentos e insumos como glicosímetros e tiras para o controle da glicemia, especialmente para os pacientes que utilizam insulina.

De acordo com a Sesa, só em 2024, foram realizados mais de 2,4 milhões de atendimentos individuais para pessoas com diabetes na rede pública de saúde no Paraná.

Ações de prevenção

Entre as ações adotadas pela Secretaria de Saúde do estado estão o acompanhamento de pessoas com sobrepeso e obesidade , incentivo à alimentação saudável , prática de atividade física , e o tratamento para cessação do tabagismo — já que o cigarro também é fator de risco para a doença.

A Sesa também disponibiliza Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) , com orientações baseadas em evidências científicas para diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença.

Cenário Global

No mundo, 589 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos vivem com diabetes , conforme a edição 2025 do Atlas Global da Doença , divulgado na última segunda-feira (7) pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) . O Brasil aparece em sexto lugar no ranking , com 16,6 milhões de casos , ficando atrás de China, Índia, Estados Unidos, Paquistão e Indonésia.

Desde a última edição do levantamento, publicado em 2021, o número de casos no país cresceu 5,7% . Em 2024, a doença atingiu 3,4 milhões de mortes no mundo — uma morte a cada seis segundos . No Brasil, foram 111 mil óbitos relacionados ao diabetes.

Os especialistas alertam que esse número pode ser ainda maior, já que muitas vezes a doença não é registrada como causa principal da morte , mas como fator agravante em infartos ou AVCs, por exemplo.

Outro dado preocupante é que 32% dos adultos com diabetes no Brasil ainda não sabem que têm a doença . Além disso, cerca de 11% da população adulta está em estado de pré-diabetes , o que equivale a 17,7 milhões de brasileiros em risco iminente de desenvolver o quadro.

O impacto também é financeiro: o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de gastos com o tratamento da doença , com cerca de 45 bilhões de dólares por ano destinado a esse fim.

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