Furtos frequentes preocupam moradores e empresários do Batel, em Guarapuava

Recentemente, uma empresa próxima à Delegacia da Polícia Civil teve placas de alumínio furtadas. O proprietário relata prejuízo de cerca de 8 mil reais, além de investimentos de mais de 7 mil reais em equipamentos de segurança.

Em plena luz do dia, ladrão pula portão de residência e furta torneira do pátio. Foto: Reprodução/ Divulgação

13/03/2025 às 10:43 - Atualizado em 13/03/2025 às 10:44

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Moradores e empresários do Bairro Batel, em Guarapuava, têm enfrentado uma onda crescente de furtos nos últimos meses, o que tem gerado indignação e insegurança na região. O problema, que já vem se arrastando há algum tempo, teve um caso recente que chamou a atenção: a empresa de Tiago Pereira, localizada na Rua Domingos Caetano, a apenas cinco quadras da Delegacia da Polícia Civil, foi alvo de um furto durante o último feriado de Carnaval.

Tiago é empresário no segmento de energia fotovoltaica e está no mercado há mais de dez anos, com a sua empresa instalada no bairro. A situação se agravou no ano passado, quando o local começou a ser invadido e furtado repetidamente. “Começaram a entrar aqui, furtar objetos, ferramentas e itens das instalações. Em duas semanas, tivemos quatro furtos”, contou Tiago. A necessidade de proteção foi tão grande que ele precisou investir mais de R$ 7 mil em segurança, além dos prejuízos diretos com os furtos.

Uma das placas foi encontrada danificada em um terreno baldio. Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal.

O caso mais recente envolveu o furtos de placas de alumínio que estavam no muro da frente da empresa, com o objetivo de divulgar o negócio. Das 10 placas instaladas, 7 foram furtadas. Tiago afirmou que as perdas são significativas, já que o valor de cada painel é de quase mil reais, enquanto os ladrões destroem os itens para vender o alumínio por preços irrisórios. “É muito difícil viver com essa insegurança”, desabafou.

Apesar do investimento em segurança, ele relatou que os ladrões continuam a agir ao redor da empresa, como se a situação fosse um jogo sem fim. Tiago também destacou a falta de ação eficaz por parte da justiça: “São pegos, soltos e voltam a roubar no dia seguinte”.

Além de Tiago, outros empresários da região enfrentam o mesmo dilema. João Orlando Cabreira Neto, fisioterapeuta, dono de uma clínica, no bairro, relatou que a situação de insegurança piorou muito nos últimos meses. “Já fomos vítimas de vários furtos, como fios e botijões de gás, e agora, há cerca de seis meses, a situação está insustentável. Os furtos estão sendo semanais”, comentou. João contou um caso específico envolvendo uma moradora de rua que, após pedir ajuda à clínica, furtou pertences de clientes enquanto usava o banheiro. Em resposta a essa situação, a clínica adotou uma nova regra: “Não recebemos mais pessoas estranhas. Somente pacientes”, explicou. João afirmou que, ao longo de cinco anos, os prejuízos com furtos já superaram R$ 6 mil.

Olímpio Bueno de Matos, morador antigo do bairro, também expressou sua preocupação com a crescente insegurança. Aos 63 anos de idade, ele destacou a importância da união entre os moradores para enfrentar o problema. “Temos dois grupos de WhatsApp, com 133 pessoas, e estamos tentando formar uma Associação de Moradores do Bairro Batel”, disse. Ele ressaltou que, apesar da comunicação ativa entre os vizinhos, o problema persiste, já que a falta de efetivo policial dificulta uma resposta rápida às ocorrências. “A polícia não tem como atender a todas as chamadas de imediato. Já fomos avisados de situações em que a PM estava em outro município”, relatou Olímpio.

Em um passeio pelo bairro, a reportagem observou que muitas casas no Bairro Batel estão equipadas com cercas elétricas como medida de segurança. Uma das residências, onde um bandido havia invadido e furtado uma TV, ainda exibia uma porta amassada. Os moradores instalaram a cerca elétrica após o incidente para tentar evitar futuras invasões.

Imagens de câmeras de segurança compartilhadas por moradores mostram a ação de criminosos na região. Uma delas captura um ladrão entrando no pátio de uma casa e furtando uma torneira. Em outras, é possível ver suspeitos rondando a área.

A foto registrada por moradores mostra um policial militar prendendo um suspeito de furto. Foto: Divulgação

Diante de tanta insegurança, moradores e empresários do bairro Batel pedem reforço no policiamento e manifestam indignação com a impunidade que ronda os criminosos. Eles também destacam a necessidade de maior presença da Polícia Militar e atuação posterior da Polícia Civil, além de uma ação mais eficaz da justiça, para garantir que os criminosos realmente paguem pelos crimes cometidos. “Nós queremos mais segurança para trabalhar e viver com tranquilidade. Isso é um direito nosso”, concluiu Tiago.

Retornos

Levamos a demanda dos moradores do Batel à Polícia Militar e Civil, pedindo reforço no policiamento e explicações sobre a soltura de suspeitos. A PM destacou a frustração com a reincidência criminal e a necessidade de mudanças na legislação, enquanto a Polícia Civil informou que o delegado responsável falará sobre o caso amanhã. Segundo a PM, Guarapuava já registrou 255 furtos neste ano, sendo o Centro o bairro mais afetado, com 44 casos, e o Batel contabilizando 13 ocorrências.

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