Gestantes de risco tem direito a atendimento especializado pelo SUS

Pré-natal de gestantes de risco na 5ª Regional de Saúde é realizado com apoio da Ambulatório Médico de Especialidades.

Foto: Divulgação (EBSERH)

23/05/2024 às 15:30

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Quando a mulher descobre que está gestante a primeira providência é procurar o serviço de saúde. Logo nos primeiros exames ela é classificada em relação ao risco da gestação. Se for habitual todo o acompanhamento ocorre na Unidade Básica de Saúde UBS). Mas essa condição pode ser alterada para risco intermediário ou alto.

Quando isso ocorre o pré-natal é diferente, oferece mais serviços para garantir que os fatores de risco não se tornem um problema. Em Guarapuava e municípios da 5ª Regional de Saúde do Paraná as gestantes são encaminhadas para o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), mantido pelo Consórcio Intergestores de Saúde da 5ª Regional.

“Elaboramos um plano de cuidados com fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, enfermeiro e médico obstetra, temos também assistente social que orienta em relação aos direitos da mulher”, explica Aniele Tomé, enfermeira ponto de apoio do Qualicis, programa que oferece o atendimento, via CIS5ª.

“O objetivo é estabelecer metas e estratégias para que essa gestação transcorra da melhor forma, traçamos com cada paciente uma meta, um objetivo voltado pra melhora da gestação dela”, completa a profissional.

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Em condições ideais são pelos menos cinco consultas no AME, além disso o tratamento na UBS continua. Na prática, uma gestante de alto risco tem no mínimo duas consultas por mês. Somado ao cuidado da gestante, com apoio da família, a evolução tende a ser ideal e o monitoramento é constante para evitar as complicações.

Parto

Quando chega a hora, as mães vão para a maternidade. Em Guarapuava são duas possibilidades: hospitais São Vicente e Santa Tereza, dependendo da região onde a mãe mora. A equipe do AME não é responsável pelo parto, mas busca apoiar com informações da paciente. “Os obstetras, durante o atendimento clínico, fazem uma carta de referência com os dados da gestante e colocam uma sugestão de avaliação para parto”, explica Aniele.

Essa comunicação ajuda o hospital a dar o melhor acompanhamento. Mas o principal documento é a carteirinha da gestante. Nela está o histórico completo, com todos os dados, exames. É um documento em papel e a principal forma dos médicos que farão o parto conhecer a gestante.

Pré-natal mais próximo

Monique Navarro, diretora de qualidade do Hospital Novo Santa Tereza, afirma que o ideal seria parte do pré-natal ser realizado também com a equipe do hospital. “Conhecendo essa gestante os médicos vão saber as dificuldades, possível complicações, potenciais riscos, e preparar ela e se preparar para o momento do parto”, explica.

Segundo Monique, muitas vezes as equipes do hospital tem dificuldade de conhecer o histórico da gestante e isso dificulta a preparação. Ela avalia que muitos casos graves chegam no hospital e as equipes são surpreendidas. O acompanhamento prévio melhoraria essa condição.

A instituição afirmou que tenta um convênio com a prefeitura de Guarapuava para prestar essa assistência, mas que não houve avanço.

Hospitais

O hospital são Vicente não quis atender a reportagem para falar sobre o assunto.

Das mortes infantis registradas em 2023, a maioria foi em hospitais. Foram 19 no São Vicente e 12 no Santa Tereza. Vale ressaltar que o Santa Tereza tem a principal maternidade da região e realiza em média 150 partos por mês. No São Vicente são em média 110.