Hospital Santa Tereza implementa ferramentas de controle interno para melhorar eficiência

Medidas tomadas desde 2023 já garantem melhor eficiência, segundo diretores.

Foto: Arquivo/ Rádio Cultura

06/03/2025 às 07:00

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Em agosto de 2023 uma nova direção assumiu o Hospital Santa Tereza. Pouco mais de um ano e meio depois, a instituição já colhe frutos de mudanças de gestão e projeta uma virada rumo ao equilíbrio financeiro e excelência no atendimento. 

“Hoje o hospital não passa por nenhuma dificuldade de medicamentos, suprimentos, a organização administrativa é mapeada através de processos, temos indicadores que nos permitem fazer o gerenciamento”, explicou diretor Marlon Malassa. 

Em 2023, quando assumiu, o cenário era preocupante, porque os fornecedores  já não vendiam para o hospital e não havia disponibilidade de caixa para compras à vista. O impacto na prestação de serviço já era sentido pelos pacientes. 

A organização e gestão promovida nos últimos 18 meses ajudou a restabelecer a normalidade dos atendimentos. 

Quer dizer que todos os problemas acabaram? Não, vamos retomar mais adiante como está a dívida e a caixa atual da instituição. 

Indicadores

A medição de cada processo permitiu avanços rápidos, porque, segundo a atual administração, não era somente falta de dinheiro, faltava medidas básicas de gestão. 

“Hoje temos controle de todas as áreas do hospital, do pronto atendimento até a contabilidade, temos mapeados todos os números do Santa Tereza”, explicou o controlador interno do hospital, Anderson Cardoso. 

Segundo ele, boa parte dos dados está disposta em BI (Business Inteligence) e permitem à alta direção do hospital tomar melhores decisões. 

Maior controle garantiu melhores compras, economia e qualidade dos produtos. 

Metas de atendimento

O controle maior também garantiu, nos últimos meses, o cumprimento das metas e o recebimento de todo o valor previsto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que só é pago integralmente se as metas de quantidade e qualidade do serviço forem cumpridas. 

“Fizemos uma reestruturação do corpo clínico, mudança da equipe da obstetrícia, UTI, pronto-socorro, a equipe de ortopedia toda estruturada com as subespecialidades”,relatou a diretora de assistência e qualidade do hospital, Monique Navarro. 

Ela também contou que equipes multiprofissionais foram estruturadas para dar suporte aos pacientes.

Atualmente o hospital retomou os ambulatórios 24 horas de pediatria e de obstetrícia, que atende particular e convênio. 

Situação financeira

O diretor Marlon Malassa ressaltou que os processos para criar protocolos foram necessários e isso está garantindo mais eficiência. 

Em relação ao passivo financeiro acumulado ao longo de anos, o foco, conforme relatou à reportagem, está nas dívidas tributárias e trabalhistas. 

“Estamos com uma transação em andamento para zerar o passivo tributário, que é o maior da instituição, estamos regularizando, importante dizer que já foram R$ 8 milhões referente a causas trabalhistas”, pontuou.  

Os desafios ainda são manter um custeio mensal equilibrado, pra não ter déficit, o pagamento da dívida acumulada e a melhora sistemática do atendimento do hospital.

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