Mesa Diretora da Câmara de Guarapuava encaminha caso do vereador Kenny do Cartório ao Conselho de Ética

Sobre o mesmo caso, Ministério Público pede suspensão de mandato e abertura de processo de cassação.
04/03/2026 às 08:17

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A Mesa Executiva da Câmara de Vereadores de Guarapuava encaminhou nesta terça-feira (03/03) ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a apuração das condutas do vereador Kenny Rogers Gonçalves Anacleto, conhecido como Kenny do Cartório (MDB). Ainda sobre o caso, na sessão desta terça, foi lido um ofício do Ministério Público Eleitoral pedindo a suspensão do mandato e que o processo de cassação seja aberto.

De acordo com a Câmara, foram anexados ao processo pedidos já apresentados à instituição e também a sentença condenatória de primeira instância proferida pela Justiça. O material será analisado de forma conjunta pelo Conselho de Ética, que ficará responsável por instruir o processo e avaliar as possíveis consequências administrativas e políticas do caso.

O Conselho é formado pelos vereadores Gilson da Ambulância (PSB), Ike Silvestri (PP) e Vardinho (Cidadania). Gilson, que preside o colegiado, foi convidado para uma entrevista, mas alegou problemas de saúde e não atendeu ao convite.

Kenny atropelou e matou um idoso enquanto dirigia bêbado, em dezembro de 2024, na Avenida Rubens Siqueira Ribas, no bairro Jordão, em Guarapuava. Ele foi condenado por homicídio culposo em primeira instância e responde em liberdade.

Ministério Público

Paralelamente, o Ministério Público Eleitoral encaminhou ofício à Câmara solicitando providências em relação ao mandato do parlamentar. No documento, os promotores informam que o vereador foi condenado pela 2ª Vara Criminal da Comarca, além da suspensão do direito de dirigir, por homicídio culposo sob influência de álcool e omissão de socorro.

No ofício, o Ministério Público solicita a suspensão imediata do exercício do mandato e dos subsídios, além da abertura de processo por quebra de decoro parlamentar e o cumprimento da perda do mandato eletivo determinada na sentença. O documento também aponta que a conduta atribuída ao vereador — dirigir embriagado, causar morte e deixar o local sem prestar socorro — é incompatível com a dignidade do cargo público.

Segundo a Assessoria de Comunicação da Câmara, esse documento também será analisado pelo Conselho de Ética.

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