Balões e roupas brancas chamaram a atenção de quem passou pelo Calçadão da Rua XV, em Guarapuava, na manhã desta terça-feira (22). A caminhada seguiu até a Praça Nove de Dezembro e marcou o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, data criada em memória da advogada Tatiane Spitzner, morta em 2018.
A mobilização foi guiada por uma grande faixa com os dizeres: “Pela vida e pelo fim da violência contra as mulheres. Se souber de algum caso, denuncie.” Outras mensagens também foram levadas por participantes, como a do Movimento de Mulheres do Primavera: “Sei o meu valor. Acredito nas mulheres.”
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, o número de feminicídios caiu 7% no estado entre janeiro e maio deste ano — foram 40 casos em 2025, contra 43 no mesmo período de 2024. Mesmo assim, autoridades locais reforçam que a violência ainda preocupa. “Guarapuava tem um índice alto de feminicídio. Essa caminhada mostra que queremos paz e que é preciso acabar com toda forma de violência contra as mulheres”, disse Márcia Costa, secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.
A caminhada foi realizada em mais de 170 cidades do Paraná. A aspirante da PM Keitty Patrine Kulka Dias, da Patrulha Maria da Penha, destacou que é fundamental falar sobre o problema. “A gente quer falar sobre isso para que chegue o dia em que nenhuma mulher mais seja morta dentro da própria casa”, afirmou.
Segundo a Secretaria da Mulher de Guarapuava, mais de 300 casos de violência contra mulheres já foram atendidos apenas neste ano. “Infelizmente é uma realidade diária. Por isso, essa luta precisa ser de toda a sociedade. Denunciar salva vidas”, completou Márcia.
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