As condições operacionais do trecho ferroviário entre Guarapuava e o Desvio Ribas, em Ponta Grossa, limitam a velocidade dos trens. O traçado é o mesmo desde a primeira metade do século passado e não recebeu investimentos durante a concessão atual, sob responsabilidade da Rumo. Em partes, isso explica porque o volume de cargas movimentadas diminuiu no trecho.
Como garantir que a próxima concessão vai ser diferente? Para o superintendente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Arthur Mor, a nova concessionária tem que prever no contrato quanto vai carregar em cada região.
“Quanto vai carregar em cada região? Se não tiver isso, a concessionária, independente de quem vença, vai onde for o custo mais baixo e maior lucratividade para ela, por isso o governo e a agência reguladora tem que prever no contrato parâmetros de desempenho que abranjam todas as regiões”, afirmou.
Além das previsões contratuais que garantam a operação, Mor aponta a necessidade de investimentos para eliminar gargalos. “Precisamos de um novo trecho ferroviário entre Guarapuava e a Lapa, ligando ao Porto sem passar por Ponta Grosa”, disse.
O momento da discussão é agora. No dia 27 de fevereiro de 2027 o contrato com a Rumo vai acabar. O governo federal promete fazer um leilão ainda este ano para uma nova concessão, ainda que não tenha realizado nada de concreto até o momento.
O momento é decisivo. Recolocar Guarapuava na rota ferroviária depende necessariamente deste novo contrato.
