Terreno no Santana é essencial para treinamentos e “não há hipótese” de ceder local, afirma Exército

Uso é “continuo e essencial” e a movimentação pode chegar a centenas de militares no local, segundo a corporação. 

Foto: Cléber Moletta.

03/09/2025 às 14:00 - Atualizado em 03/09/2025 às 16:55

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O Exército Brasileiro afirmou que o terreno localizado no bairro Santana, em Guarapuava é “essencial para o cumprimento das missões de preparo da tropa”, que não há “hipótese de descontinuidade do uso”. Segundo a Força, não há nenhum pedido realizado pela prefeitura de Guarapuava para uso da área. 

“Essa área integra as atividades operacionais e de preparo da Força Terrestre, sendo empregada regularmente ao longo de todo o ano, conforme o cronograma anual de treinamentos. O uso é contínuo e essencial para o cumprimento das missões de preparo da tropa, sendo também alvo de manutenção e patrulhas semanais”, respondeu o Exército via Lei de Acesso à Informação. 

Questionado sobre a possibilidade de ceder a área para urbanização, a resposta foi enfática: “Não se aplica a hipótese de descontinuidade do uso, visto que a área permanece em utilização pelo Exército Brasileiro”. Segundo os militares, uso do local nunca foi interrompido. 

 

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O terreno não tem nenhuma edificação e é todo coberto por vegetação. Uma represa que existia no local está desativada atualmente. Parte do entorno do terreno de 500 mil m² está servindo como depósito de lixo. 

Segundo o Exército, o “número de militares presentes na área varia conforme a atividade programada, podendo atingir centenas de integrantes durante períodos de manobras e adestramentos de maior escala”.

Sem projetos para o local

Questionado sobre o que pretende fazer com o terreno, a corporação informou que “a área seguirá sendo utilizada para fins de instrução e adestramento da tropa, mantendo seu papel estratégico no preparo operacional da Força Terrestre. Atualmente, não há projetos de obras em curso para a área”.

Nos planos da Prefeitura de Guarapuava, o local poderia ser urbanizado com ruas, parque, habitações de interesse social e outras infraestruturas públicas. Contudo, a negociação não avançou.

Nas gestões do prefeito Cesar Filho houve tentativa de negociar a área, mas o valor solicitado era inviável. O Exército não abriu mão da área. 

Sem negociação com Baitala

A resposta formal do Exército é de que “não foram realizadas, nem estão em andamento, quaisquer tratativas de venda, doação, permuta ou outro tipo de negociação envolvendo o terreno em questão”. 

E completa: “até o presente momento, a Prefeitura Municipal de Guarapuava não formalizou qualquer solicitação de uso da área. Não há registros em protocolo de pedidos ou requerimentos por parte do poder executivo municipal nesse sentido”. O prefeito de Guarapuava, Denilson Baitala (PL), afirmou publicamente que pretende usar o terreno e que estava negociando com o Exército. 

A resposta foi enviada no dia 28 de agosto. 

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