Cáritas Brasileira lança documento com propostas para a COP30

O texto reflete esse histórico e sistematiza o posicionamento institucional frente aos principais desafios relacionados à crise climática, à defesa da vida e à construção de alternativas sustentáveis.

Cáritas Brasileira lança documento com propostas para a COP30. (Imagem: divulgação).

12/08/2025 às 10:40

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A Cáritas Brasileira apresenta seu Documento de Posições com propostas concretas voltadas ao governo brasileiro, em preparação para a 30ª Conferência das Partes (COP) sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA).

Intitulado “Documento de Posições da Cáritas Brasileira para a COP30: Por uma transição justa, inclusiva, popular e democrática”, o material reúne diretrizes construídas a partir da escuta e das experiências da rede em todo o país. O texto defende que a justiça climática e o protagonismo das comunidades estejam no centro das políticas públicas ambientais.

A publicação afirma que o Brasil, como país anfitrião da COP30, carrega uma responsabilidade histórica, não apenas diante da comunidade internacional, mas, sobretudo, diante de seu próprio povo. A Cáritas destaca que a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) apresentada pelo Brasil ainda carece de mecanismos claros de execução e não assegura a participação efetiva das populações mais impactadas pelas mudanças climáticas.

Com presença nos 26 estados e no Distrito Federal, por meio de 198 entidades-membro, a Cáritas atua há quase 70 anos na promoção dos direitos humanos e da justiça socioambiental. Somente em 2024, a rede atendeu mais de 690 mil pessoas, com ações que vão do fortalecimento da agroecologia ao acolhimento de migrantes e à implementação de tecnologias sociais de convivência com os biomas.

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Entre as propostas, estão a criação de uma doutrina jurídica para o refúgio climático, o fortalecimento de programas inspirados no Um Milhão de Cisternas, o reconhecimento da agroecologia como estratégia estruturante para a soberania alimentar e a garantia da consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas por grandes empreendimentos.

O documento também propõe que o Brasil assuma a agenda de financiamento climático, com foco em justiça fiscal, doações em vez de empréstimos e acesso direto aos recursos por parte de comunidades e organizações locais. As propostas refletem reivindicações concretas de territórios que já enfrentam os impactos da crise climática, mas que continuam sendo ignorados pelas grandes decisões políticas.