Prefeitura de Pitanga está se desdobrando para atender indígenas expulsos da Terra Indigena

Atualmente, indígenas estão em terreno particular e acampados de forma improvisada. 

Conflito que aconteceu em janeirodeixou centenas de indígenas desabrigados. Mais de 60 casas foram queimadas. Foto: NH Notícias.

12/03/2025 às 16:13

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A Prefeitura de Pitanga está se desdobrando para dar conta do atendimento em saúde, educação e assistência social dos indígenas que foram expulsos da Aldeia Serrinha. Após um conflito violento entre os próprios indígenas kaingang, em janeiro, cerca de 300 pessoas foram expulsas do território. Atualmente, elas estão acampadas em uma área particular no interior do município. 

“Continuamos com uma responsabilidade que não seria do município, é da Funai, dos órgãos de apoio aos índios, que teria que prestar educação, saúde, assistência social, mas quem está fazendo isso é Pitanga”, disse à Rádio Cultura o prefeito Sargento Moraes (MDB). 

Assista

Segundo ele, a prefeitura está fornecendo água em caminhões pipa, dando conta de atendimento básico de saúde e assistência social.

“Nós temos um posto de saúde que está congestionado, pois são mais de 300 pessoas que quase todo dia estão lá querendo remédios, consultas e isso está congestionando o sistema”, ressaltou o prefeito. 

A precariedade das instalações dos índios gerou um acumulo de esgoto jogado sem nenhuma estrutura, contou o prefeito. 

Segundo ele, muitos perderam os documentos, pois suas casas foram queimadas, e a prefeitura está dando apoio para emissão de segunda via.

Ele explicou que até o momento não recebeu apoio do da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) ou outros órgão estaduais. 

A reportagem procurou a Funai e o Ministério dos Povos Indígenas para comentar o assunto, mas não teve retorno. 

O deputado estadual Antenor Gomes de Lima (PT) afirmou que seu mandato está dando apoio para as famílias indígenas. Como exemplo, afirmou que nesta quarta-feira (11/03) pessoas de sua equipe estariam levando alimentos para os indígenas. 

“Temos acompanhado desde o início”, afirmou Antenor. “A gente faz o acesso, via nossos deputados federais, com Brasília, a Funai e os demais órgãos competentes, é algo que dialoga mais com a questão federal”, completou. 

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