A safra atual marca mudanças importantes para o campo na região de Guarapuava, segundo Dirlei Manfio, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral). A cevada tem sido o grande destaque: a área de plantio deve crescer cerca de 30% em relação ao ciclo passado, impulsionada por uma boa perspectiva de produção, mesmo com o atraso provocado pelas chuvas constantes. A expectativa é de que o volume colhido fortaleça toda a cadeia produtiva do malte.
Na contramão, o trigo enfrenta redução de área plantada. O motivo, segundo o Deral, envolve desde o baixo preço de mercado até o custo elevado de produção, somado ao risco maior de perdas com o clima instável. Apesar disso, os preços atuais ainda são considerados razoáveis.
O milho se sobressaiu na primeira safra, com produtividade recorde na última década, favorecida pelo clima. A segunda safra de milho na região é pequena e está em fase de colheita, sem grandes prejuízos, embora algumas lavouras mais tardias tenham sido atingidas por geadas.
A soja também teve uma boa performance, com produtividade elevada, chegando a 220 sacas por alqueire em algumas áreas. Já o feijão preto teve uma safra positiva na maior parte da região, com exceção de Podentópolis, que enfrentou problemas com mosca branca, doenças fúngicas e fatores climáticos.
Guarapuava também segue como polo estadual de batata inglesa e cebola, com alta tecnologia, lavouras irrigadas e rendimentos acima da média do Paraná. A região ainda cultiva cereais de inverno como centeio, canola, trigo mourisco e triticale em áreas menores, mas com produtividade considerada boa para o clima local.
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