O serviço de coleta seletiva em Guarapuava deixou de funcionar em dezembro de 2024. Desde então, os três caminhões destinados ao serviço estão parados, nenhum bairro e distrito está sendo atendido e o material reciclável está sendo destinado para o aterro sanitário. Segundo secretário do Meio Ambiente, Coronel Heraldo Correia de Lima, uma licitação será realizada e o serviço será terceirizado.
Contudo, o processo de licitação ainda está em fase interna. Segundo o próprio secretário, não foi definido sequer o formato de licitação que será utilizado.
“Estamos no processo de contratação de uma empresa, ou através de pregão eletrônico ou outro sistema que estamos verificando, mas está equalizada, já foram feitos os levantamentos”, afirmou o secretário.
Enquanto isso, além do impacto ambiental negativo, a falta de coleta aumenta os gastos do município com resíduos sólidos. Sem coleta seletiva, a maior parte dos materiais que poderiam ser reciclados vão direto para o aterro sanitário privado. Como o pagamento é por peso, quanto mais reciclável é jogado no aterro, maior o custo para o cidadão.
“As especificações para uma empresa que vai dar conta da coleta e transporte, a destinação ficará a cargo da associação”,
Gastos com aterro
Em 2025, até maio, o valor pago para empresa Eficiência Ambiental destinar os resíduos coletados foi de R$4.915.549,61. O custo da tonelada é de R$207,50, com contrato vigente até o dia 24 de agosto.
Como a prefeitura não tem outra licitação e a única empresa detentora de aterro na região é a Eficiência Ambiental, o cenário mais provável será a permanência da empresa. O preço, no entanto, pode mudar.
Associação
Atualmente existe contato com a Associação Dos Catadores de Papel de Guarapuava, mas somente para destinação. Até junho deste ano a prefeitura repassou R$ 462.294,00 para associação. A cada tonelada de reciclável coletado, a associação recebe da prefeitura R$550,35. No mês mais produtivo são coletadas 120 toneladas.
O problema deste modelos é que ele é pouco produtivo, não há controle efetivo e neste modelo as famílias continuam puxando carrinhos de forma desumana pela cidade. Não há informação sobre quantas famílias estão associadas.
Ministério Público
Em janeiro a Prefeitura de Guarapuava divulgou uma reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para tratar da inclusão sócioprodutiva de catadores e catadoras de materiais recicláveis.
O procurador do trabalho, André Vinícius Melatti, apresentou ao município um projeto modelo “Nós estamos visitando os municípios para apresentar esse projeto nacional, para tirar o catador da rua e trazê-lo para um trabalho organizado”, afirmou procurador na época.
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