1600 novos mártires no século XXI são reconhecidos pelo Vaticano

A notícia foi dada nesta segunda-feira, 8 de setembro, na Sala de Imprensa da Santa Sé.

1600 novos mártires no século XXI são reconhecidos pelo Vaticano. (Foto: VaticanNews).

10/09/2025 às 10:40 - Atualizado em 10/09/2025 às 16:03

Compartilhe:

Cerca de 1600 mártires e testemunhas da fé do século XXI foram reconhecidos pela Comissão instituída em 2023 pelo Papa Francisco no Dicastério das Causas dos Santos. A notícia foi dada nesta segunda-feira, 8 de setembro, na Sala de Imprensa da Santa Sé, durante uma coletiva de apresentação do trabalho realizado até o momento pela “Comissão dos Novos Mártires – Testemunhas da Fé” e da celebração ecumênica, por ela organizada, que será presidida por Leão XIV na Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros no próximo domingo, 14 de setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz.

Trezentos e quatro mártires são provenientes das Américas, 43 os europeus mortos no Velho Continente e outros 110 morreram durante as missões pelo mundo, 277 foram mortos no Oriente Médio e no Magrebe, 357 testemunhas da fé na Ásia e na Oceania e 643 na África, a terra “onde os cristãos mais morrem”.

Fique sempre por dentro das últimas notícias!

Junte-se ao nosso grupo no WhatsApp e receba em primeira mão as notícias, atualizações e destaques do CulturaNews.
Não perca nada do que está acontecendo!

Clique aqui e faça parte do grupo!

As histórias estudadas foram assinaladas de todas as latitudes, por diversas Igrejas e denominações cristãs, dioceses, Conferências Episcopais, institutos religiosos e outras entidades eclesiais. São vidas que testemunham a perseguição religiosa, a violência de organizações criminosas, a exploração de recursos naturais, ataques terroristas, conflitos étnicos e outras causas pelas quais os cristãos ainda são mortos.

A única celebração ecumênica do Jubileu

E sua memória será recordada na “única celebração ecumênica em Roma durante todo o Ano Jubilar”, que se realizará na festa da Exaltação da Santa Cruz, disse dom Fabio Fabene, secretário do Dicastério das Causas dos Santos e presidente da Comissão. Vinte e quatro delegados de igrejas cristãs e grandes comunhões estarão presentes na Liturgia da Palavra.

Por sua vez, o Papa Leão “espera que o sangue desses mártires seja semente de paz e reconciliação, fraternidade e amor, como escreveu por ocasião do recente atentado terrorista no Congo”. “O tema central da liturgia é o Evangelho das Bem-Aventuranças, escrito na carne das Igrejas desses filhos que perderam a vida defendendo a esperança em seu amor pelo Evangelho e pelos pobres”, enfatizou monsenhor Marco Gnavi, secretário da Comissão.

A celebração também incluirá leituras do Capítulo 3 do Livro da Sabedoria, o Salmo 120, e uma passagem da Carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo. Após a homilia, a liturgia prosseguirá com a memória dos mártires que testemunharam a fé. Após a proclamação de cada Bem-Aventurança, seguirão duas intenções de oração e de algumas palavras que recordam as histórias de algumas testemunhas, como a irmã Leonella Sgorbati, assassinada na Somália em 2006, ou um grupo de cristãos evangélicos mortos por terroristas em Burkina Faso em 2019.

Fonte: CNBB.