Mulher que confessou ter matado os dois filhos em apartamento é julgada em Guarapuava 

Conforme a assessoria do Fórum, a expectativa é de que a sentença seja definida ainda hoje.

Eliara Paz Nardes, confessou o crime à polícia, em 2022. Foto: Divulgação/Redes Sociais

05/11/2024 às 13:22 - Atualizado em 05/11/2024 às 19:53

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Está sendo realizado hoje em Guarapuava, o júri popular de uma mulher presa por matar os dois filhos, de três e dez anos em um apartamento, no centro de Guarapuava, onde ela morava com as crianças, em agosto de 2022. Na época, a mulher confessou o crime à polícia.

O júri começou por volta das 10h, no Tribunal do Júri, dentro do Fórum de Guarapuava. Eliara Paz Nardes, de 33 anos, é julgada pelos crimes de homicídio qualificado por ocultação de cadáver, motivo fútil, impossibilidade de defesa das vítimas, por ter sido um crime contra menores de 14 anos, asfixia e fraude processual.

As penas variam de 12 a 30 anos de prisão para cada homicídio, além das qualificadoras. Ela está presa desde o dia 27 de agosto de 2022.

Todas as testemunhas já foram ouvidas, segundo a 1ª Vara Criminal do Fórum, que não detalhou quantas são, no total. Sete jurados compõem o plenário, sendo cinco mulheres e dois homens.

Nossa reportagem teve acesso na manhã de hoje ao Tribunal do Júri, mas não teve autorização para fazer gravações no local. Eliara está sentado do lado esquerdo da sala (para quem está na plateia), posição onde costumam ficar as pessoas que são julgadas, do lado oposto aos jurados.

Conforme a assessoria do Fórum, a expectativa é de que a sentença seja definida ainda hoje.

Procurados no fim da manhã, durante a sessão do júri, o promotor do Ministério Público, que é a parte da acusação, e a advogada que defende a ré, não quiserem se pronunciar.

O crime

As crianças foram encontradas mortas dentro do apartamento no centro da cidade, em agosto de 2022. Um menino de três anos e uma menina de 10.

Na época, a Polícia Civil informou que a mulher confessou o crime e disse ter matado os filhos cerca de 15 dias antes dos corpos serem encontrados pela polícia.

Conforme as investigações, a mulher afirmou ter tido um surto. O menino teria sido morto asfixiado com um travesseiro, enquanto a mulher foi enforcado após beber um calmante.

Vizinhos do apartamento relataram às autoridades um cheiro bastante forte vindo do local e acionaram a polícia. Funcionários da escola onde a garota estudava também comentaram, na época, que estranharam a ausência a criança por tantos dias e justificativas suspeitas da mãe.

Em setembro de 2022, a polícia indiciou Eliara por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e tortura. O inquérito também concluiu que o menino foi morto antes e a menina ficou alguns dias perto do corpo do irmão.

A polícia disse na época do crime que a mulher havia planejado as mortes e tinha a intenção de se livrar das crianças para ter uma vida diferente.

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