Policiais da viatura que atropelou homem em Guarapuava são intimados mas não comparecem à Delegacia

Eles foram intimados a estar na 14ª Subdivisão Policial na tarde de quarta-feira (15/05), mas não compareceram.

Imagem mostra vítima no momento do atropelamento , no bairro Conradinho, em Guarapuava, no dia 30 de abril de 2024. Imagem: reprodução.

15/05/2024 às 18:15 - Atualizado em 15/05/2024 às 21:44

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Os policiais militares Ariel Machado de Moraes e Paiva Júnior, que estavam na viatura que atropelou um homem no dia 30 de abril de 2024, não compareceram à 14ª Subdivisão de Polícia Civil nesta quarta-feira (15/05). Eles foram intimados no âmbito do Inquérito Civil que investiga o caso. Se comparecessem eles poderiam ser ouvidor pelo delegado do caso, Alysson de Souza.

Alcione Antônio Rosa Pires, de 40 anos, morreu quatro dias depois do atropelamento em decorrência dos ferimentos. O inquérito civil aberto trata o caso, inicialmente, como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Os dois PMs não eram obrigados a comparecer e atender a intimação e não há nenhuma consequência em desfavor deles pelo não comparecimento.

Segundo a Polícia Civil, o delegado deve informar o andamento do Inquérito ao Judiciário e solicitar um posicionamento sobre a competência de investigação. A reportagem da Rádio Cultura apurou que o comando da Polícia Militar encaminhou ofício para o delegado do caso afirmando que a investigação cabe à Polícia Militar, por se tratar de um crime militar.

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Após o pedido do delegado, caberá ao Judiciário determinar se a Polícia Civil irá investigar o caso ou se somente o inquérito policial militar deve ser mantido para apurar as responsabilidades.

A PM foi procurada mas não retornou até o fechamento da reportagem.

Inquérito Militar

O comando regional da PM informou uma semana após o caso que “ao tomar conhecimento dos fatos, este Comando prontamente determinou a instauração de Inquérito Policial Militar (IPM), com o objetivo de esclarecer o incidente envolvendo os militares estaduais”. O prazo será de 40 dias e poderá, se necessário, ser prorrogado por mais 20.

Um oficial de patente major foi encarregado de conduzir a investigação interna na PM. Após a finalização, o resultado será encaminhado para Vara da Auditoria da Justiça Militar do Estado do Paraná e o caso poderá ser acompanhado pelo Ministério Público. A PM afirmou que um inquérito militar foi aberto e um Major

Caso

Alcione Antônio Rosa Pires, 40 anos, morreu no dia 3 de maio, no Hospital São Vicente, em Guarapuava. Ele foi atropelado na terça-feira (30/04) por uma viatura da Polícia Militar do Paraná. O atropelamento ocorreu na esquina da Avenida Antonio Losso com a rua Rocha Loures.

Imagens mostram o carro da PM aparentemente em baixa velocidade e o homem atropelado andando no meio da rua. O carro da Polícia não desvia e em determinado momento converte à direita e atropela Alcione. Dois policiais descem e vão até a vítima. O corpo de bombeiros foi acionado às 12h35. Para família da vítima, Alcione foi atropelado propositalmente.