Vereadores de Guarapuava derrubam emendas impositivas que destinariam R$ 8,5 milhões para entidades

Derrubada veio ‘por tabela’, após a rejeição de proposta do vereador Pedro Moraes (MDB) para ajustes na LOA.

Vereadores rejeitaram emenda que possibilitaria a abertura de espaço para Emendas Impositivas. Foto: Assessoria Câmara.

13/12/2024 às 16:47 - Atualizado em 16/12/2024 às 09:42

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Os vereadores de Guarapuava aprovaram em primeira votação a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025 na manhã desta sexta-feira (13/12). Contudo, os parlamentares derrubaram todas as emendas impositivas que destinariam R$ 8,5 milhões para hospitais e entidades de Guarapuava.

A derrubada veio ‘por tabela’, após a rejeição da Emenda ao Orçamento número 16, de autoria do vereador Pedro Moraes (MDB). A proposta do presidente do legislativo continha ajustes na redação para adequar a LOA à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A modificação foi rejeitada.

Porém, um dos ajustes propostos por Pedro, era justamente para abrir espaço no Orçamento e incluir as emendas legislativas (que ficaram conhecidas como emendas impositivas). Sem essa alteração, não há espaço para que os R$ 450 mil indicados por cada um dos vereadores tenha uma rubrica e esteja previsto na LOA em 2025.

O problema passou ‘despercebido’ no momento da discussão, o foco dos vereadores foi outra alteração proposta por Moraes: a redução do remanejamento de Orçamento de 17 para 3%. Contudo, ao derrubar essa alteração, os parlamentares levaram junto a possibilidade de indicar as emendas impositivas que já prometeram para suas bases.

Nenhum vereador argumentou no momento do debate para o efeito colateral da derrubada da emenda. O foco da discussão ficou no remanejamento. Os vereadores sequer tentaram uma manobra para desmembrar a emenda em duas, preservando a fatia do Orçamento para Câmara.

Mobilização de Baitala

Apoiadores de Denilson Baitala (PL) lotaram o plenário que pressionou os vereadores para derrubar a emenda de Pedro. Por 30 minutos a sessão foi suspensa devido ao tumulto gerado pelo público.

Antes da sessão muitos parlamentares foram procurados pela equipe de Baitala e orientados a rejeitar a proposta de Pedro. O entendimento da equipe do novo prefeito é que a limitação Orçamentária, tanto do remanejamento quanto da verba de contingência, poderia ‘engessar’ a gestão.

O elemento político, porém, esteve muito presente na discussão. A proposta do presidente do legislativo foi encarada como uma maneira de atingir a futura gestão. Outro fator é que a votação do Orçamento ocorreu em meio as articulações para eleição da presidência da Câmara.

O projeto terá que passar agora por mais uma votação na quarta-feira (18/12).

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