A primeira sessão de 2025 na Câmara Municipal de Guarapuava, realizada ontem (1), marcou a posse dos 21 vereadores. Também na Câmara, foram empossados, nesta quarta-feira, o prefeito Denilson Baitala (PL) e sua vice, Rosângela dos Santos Virmond (PSD). Um dos fatos marcantes do encontro, foi a presença de Kenny Rogers Gonçalves, o Kenny do Cartório (MDB). Na contramão do que algumas pessoas imaginavam, ele compareceu na sessão e também votou para a presidência da Casa, embasado em uma decisão judicial.
No último dia 21 de dezembro, o vereador, que até então só havia sido diplomado, se envolveu em uma polêmica após causar um atropelamento que terminou na morte de um idoso de 82 anos, que caminhava pela calçada da principal avenida do Bairro Jordão. Segundo a Polícia Civil, Kenny, de 26 anos, foi preso ao tentar fugir e tinha sinais de embriaguez. Ele ficou preso por menos de 48 horas e foi solto da Cadeia Pública de Guarapuava após pagar fiança de 15 salários mínimos, que totalizou um valor de pouco mais de R$ 21 mil.
Quanto a ida dele à Câmara, não houve questionamentos de nenhum outro vereador, devido à autorização judicial concedida a ele. Pelo regimento interno da Câmara, caso Kenny não pudesse ir à sessão de posse, poderia ser empossado em até 15 dias. No entanto, consequentemente, não participaria da votação para a presidência.
E foi justamente nesse momento, o da votação, que houve uma fala de protesto na Câmara, proferida pelo vereador Leandro Dobrychtop (PL), alegando que a participação de Kenny àquela altura, já não estava mais conforme a legalidade.
“O Kenny teve uma autorização judicial proferida pelo juíz única e exclusivamente para comparecer à posse. A posse é um ato, a votação para a presidência da Câmara é outro ato. Então, o Kenny, o que deveria fazer? Após ser nomeado e assinado o termo de posse, ele deveria se retirar do plenário e ir para a sua casa, o que não houve. Ele ficou ai, participou da votação e foi mais uns 30 minutos além da votação”, afirmou.
Leandro votou na chapa de Marcio Carneiro (Cidadania), que concorria com Professora Terezinha (PT) e Pedro Moraes (MDB). Kenny votou em Pedro, que é colega de partido e se reelegeu ao cargo com 11 votos.
Na última segunda-feira (30), em entrevista à Rádio Cultura, Marcio Carneiro afirmou que contava com a ausência de Kenny na eleição para a presidência. Carneiro, que conseguiu 8 votos no pleito, alegava ter 9 votos já garantidos em seu favor antes da disputa.
Após anunciar a própria vitória no pleito para a presidência, Pedro Moraes, em entrevista coletiva, também comentou sobre a participação de Kenny na votação. Segundo Pedro, ocorreu dentro da legalidade.
“Foi legal. O vereador foi convocado para tomar posse. Exerceu o seu direito de tomar posse do seu mandato e exerceu o direito de voto, na sessão. Temos uma decisão judicial que garante isso ao vereador. Diante de tanta desinformação e tanta fakenews que esse grupo fez na eleição da Câmara, eu não acredito em algum documento que não chegou em nossas mãos”, disse Pedro.
Kenny se recusa a dar entrevista
A sessão de posse estava perto do fim, quando Kenny deixou sua cadeira e saiu do plenário. Momentos depois, no corredor da Câmara, a equipe da Rádio Cultura viu o vereador e tentou conversar com o mesmo, que ignorou a reportagem e seguiu para fora do prédio, cercado por algumas pessoas.
Ele deixou o local em um carro, como passageiro.
Veja o vídeo:
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