Indústria da madeira analisa impactos do recuo nas taxas de exportação para os EUA

Decreto publicado nesta quarta-feira (30/07) livrou alguns setores de taxa de 50%. 

Foto: Freepik.

31/07/2025 às 10:01 - Atualizado em 31/07/2025 às 11:15

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A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), emitiu nota após o governo norte-americano publicar o texto sobre as novas taxações de produtos brasileiros. Quase 700 produtos ficaram de fora, inclusive alguns tipos de madeira e derivados

A nota afirma que a entidade está “fazendo uma análise detalhada para identificar quais dos segmentos que representa estão incluídos nas possíveis exceções à tarifa de 50% e quais efetivamente serão impactados pela medida”.

“O documento é extenso e exige análises técnicas aprofundadas. Neste momento, nossas equipes técnicas e jurídicas, tanto no Brasil quanto no exterior, estão examinando minuciosamente os produtos específicos mencionados na Ordem Executiva, as condições para eventuais isenções, os possíveis desdobramentos em relação à investigação da Seção 232.”

“Estamos defendendo que o produto brasileiro nunca foi e nunca será uma ameaça ao produto americano, nós complementamos a demanda norteamericana que não tem produção local”, afirmou Paulo Roberto Pupo, superintendente da Abimci

A seção 232 investiga supostas ameaças ao setor produtivo americano e envolve outros setores da economia. 

Alívio na taxa

Um total de 694 produtos ficaram de fora da Ordem Executiva assinada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%, 

Entre as exceções estão produtos como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios,  fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Também ficaram de fora do tarifaço produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos e fertilizantes.

No entanto, café, frutas e carnes não estão entre as exceções aplicadas pelos Estados Unidos, e serão taxados em 50%. 

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