ACIG e outras entidades de Guarapuava criticam suspensão de voos da Azul e pedem solução para manter aeroporto funcionando

Manifesto cobra diálogo com Azul, ANAC e governos para garantir que Guarapuava não fique sem transporte aéreo.

Foto: Reprodução/ ACIG

03/07/2025 às 17:13

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A Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (ACIG) e outras entidades locais divulgaram um manifesto de repúdio contra a decisão da Azul Linhas Aéreas de parar de voar entre Guarapuava e Curitiba a partir de 1º de setembro de 2025. Para as entidades, a suspensão dos voos prejudica empresas, moradores, estudantes e toda a economia da região.

Segundo o manifesto, Guarapuava tem mais de 10 mil empresas e é referência no agronegócio, na indústria e no comércio.

O transporte aéreo é essencial para reuniões de negócios, atendimentos de saúde, eventos e turismo, ressalta a Associação. “O Aeroporto Regional Tancredo Thomaz de Faria é um marco de modernização e integração para Guarapuava. Sua desativação comercial compromete não apenas a economia, mas também a saúde, a educação e o turismo da nossa região”, diz o texto.

As entidades pedem uma solução imediata, com diálogo entre a Azul, a ANAC, o Governo do Paraná e o Governo Federal para garantir que o aeroporto continue operando voos comerciais. O manifesto é assinado pela Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava, Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Centro-Oeste do Paraná, Sindusmadeira Guarapuava, Sindirepa Guarapuava, Sindimetal Paraná, Conselho Regional da FIEP – Campos Gerais Centro, FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Sindicato Rural de Guarapuava, Câmara de Dirigentes Lojistas de Guarapuava, Sicomércio PR, OAB Subseção Guarapuava, Câmara Municipal de Guarapuava.

Nota na íntegra

MANIFESTO DAS ENTIDADES DE GUARAPUAVA EM DEFESA DA CONECTIVIDADE AÉREA REGIONAL

As entidades empresariais e institucionais de Guarapuava e região vêm a público manifestar profunda preocupação e repúdio à decisão da Azul Linhas Aéreas de suspender a venda de passagens no trecho Guarapuava–Curitiba a partir de 1º de setembro de 2025.

Com essa medida, Guarapuava, polo econômico, educacional, de saúde e logístico do Centro-Sul do Paraná, ficará totalmente desconectada do transporte aéreo comercial. O encerramento da rota representa uma ruptura grave em um processo construído com planejamento, articulação coletiva e investimentos por parte da iniciativa privada e do poder público. É uma medida que compromete a integração regional e desconsidera a importância estratégica do município para o Paraná e o Brasil.

Essa decisão ignora o potencial econômico da região, desconsidera os esforços da sociedade civil organizada e compromete o direito à mobilidade, à competitividade e ao desenvolvimento.

Com mais de 200 mil habitantes e mais de 10 mil empresas ativas, Guarapuava é referência estadual nos setores do agronegócio, da indústria, do comércio e dos serviços. Conta ainda com universidades, centros de pesquisa, hospitais de alta complexidade e uma malha produtiva em constante crescimento. O Aeroporto Regional Tancredo Thomaz de Faria, preparado para operações comerciais desde 2019, representa um marco de integração e modernização que não pode ser negligenciado.

O impacto da suspensão dos voos vai além da economia: prejudica deslocamentos médicos, agendas empresariais, eventos acadêmicos, feiras e o turismo regional, afetando diretamente a rotina de milhares de cidadãos e empresas.

A sociedade guarapuavana não aceitará esse retrocesso. Por isso:

Repudiamos veementemente a decisão unilateral da Azul Linhas Aéreas, que desconsidera o compromisso firmado com a comunidade regional.

Reforçamos a urgência de diálogo com a companhia, com a ANAC, com o Governo do Paraná e com o Governo Federal para a construção de soluções que restabeleçam a conectividade aérea da nossa cidade.
Exigimos ações imediatas e estruturantes para a retomada dos voos comerciais e a preservação da posição estratégica de Guarapuava no cenário logístico estadual.

Guarapuava não pode parar. Seguiremos mobilizados, unindo forças com o setor produtivo, os poderes públicos e a sociedade civil, por uma cidade conectada, forte e protagonista.

Guarapuava, 2 de julho de 2025.

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