Baitala veta cinco projeto de vereadores; decisão vai para Plenário

Três projetos ‘repetidos’ estão entre os vetados. 

Foto: Assessoria Câmara.

20/05/2025 às 12:20

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O prefeito Denilson Baitala (PL) vetou cinco projetos aprovados pelos vereadores de Guarapuava desde o início do ano. Segundo o prefeito, as propostas repetem projetos já existentes ou criam obrigações que comprometem a administração municipal.

Em quatro casos são vetos integrais e em um deles o veto é parcial.

Os projetos que não foram sancionados são dos vereadores Pablo Almeida (PP), Cris Wainer (PT), Leandro da Civil (PL), Rita Felchack (MDB) e Buiu Martins (MDB).

O veto pode ser mantido ou derrubado pelos vereadores. Caso seja derrubado, ele vira lei e deve ser cumprido pelo Executivo. Se os parlamentares mantiveram o veto do prefeito, o projeto não tem nenhum efeito.

Veja os projetos vetados: 

Banco de Materiais de Construção Civil

A iniciativa do vereador Leandro da Civil (PL) criou o banco de Materiais de Construção Civil em Guarapuava que arrecadaria sobras e destinaria para famílias carentes. 

O projeto sofreu veto integral do prefeito Baitala (PL). O argumento é que, “apesar da nobreza da proposta, a medida encontra óbices de ordem técnica, financeira e legal que impossibilitam sua implementação neste momento, razão pela qual o veto se impõe.”

Segundo a justificativa de Baitala, seria necessário criar uma estrutura operacional para receber, triar e manter as doações e atender a legislação. 

O veto ainda não foi votado em Plenário. 

Campanha Permanente de Promoção da Saúde Mental dos Servidores 

O projeto de autoria da vereadora Cristiane Wainer (PT) criou a Campanha Permanente de Promoção da Saúde Mental dos Servidores do Município. A proposta sofreu veto integral. 

Na justificativa, o prefeito Baitala afirmou que as ações propostas na lei já são realizadas pela prefeitura. “A eventual sanção da proposição legislativa, embora bem-intencionada, tem o potencial de ensejar a sobreposição de iniciativas já consolidadas no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde, comprometendo a coerência, a eficácia e a continuidade das políticas públicas em curso.”

O veto ainda não foi votado em Plenário. 

 

Inclui a “Traktor Fest” no calendário de eventos

O projeto do vereador Buiu Martins (MDB) inclui no calendário de eventos do município a “Traktor Fest”. A proposta recebeu veto parcial. 

Na justificativa, o prefeito afirma que “o artigo 3º e inciso IV, bem como o artigo 4º do referido Projeto, estabelecem obrigações específicas ao Poder Executivo, tais como: “a definição do local de realização do evento e meio de ações sociais, incluindo doações de alimentos e apoio ao Hospital Semmelweis”. 

“Todavia, ao fixar previamente o local de realização do evento no Centro de Eventos Agrária, o Projeto extrapola os limites da atuação administrativa do próprio Poder Executivo, na medida em que pode implicar em intervenção indevida em propriedade privada. Isso porque o espaço determinado poderá já estar previamente locado por particulares, impossibilitando o cumprimento da norma pelo município”.

Outro ponto é a criação de uma despesa para administração, o que pode violar princípios da legalidade. 

O veto ainda não foi votado em Plenário. 

Instituiu o “Cordão Tulipa Vermelha” para orientação da Doença de Parkinson

O projeto do vereadores Pablo Almeida (PP) instituiu o uso do “Cordão Tulipa Vermelha” como instrumento auxiliar de orientação para identificação de pessoas com a Doença de Parkinson. A iniciativa recebeu veto integral. 

O argumento para o veto é a existência de lei semelhante.  “O Município de Guarapuava já possui legislação específica que  regulamenta matéria de conteúdo semelhante. Trata-se da Lei Municipal nº 3.538, de  26 de outubro de 2023, de autoria do Vereador Márcio Carneiro, a qual reconhece e  institui o uso do Cordão de Girassol como mecanismo de identificação e orientação  para pessoas com deficiências ocultas, dentre as quais se enquadram diversas  condições neurológicas, inclusive a Doença de Parkinson”. 

O veto ainda não foi votado em Plenário. 

Semana da Saúde Mental do Servidor da Saúde

O projeto proposto pela vereadora Rita Felchak (MDB) institui a Semana de Saúde Mental dos servidores municipais. A proposta recebeu veto integral.

Em síntese, o veto foi justificado por já existir ações que contemplam o que prevê a lei. “O veto se justifica unicamente pelo fato de que o conteúdo do Projeto de Lei já está integralmente contemplado nas ações e programas em curso na Secretaria Municipal de Saúde, que seguem sendo executados com planejamento, participação e articulação interinstitucional.”

O veto ainda não foi votado em Plenário.

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