Bebê prematuro que ficou três meses na UTI do Hospital São Vicente recebe alta

A bebê Lívia Machado recebeu alta pesando pouco mais de dois quilos. Em razão do nascimento muito prematuro, Lívia estava em um quadro de risco.

Foto: William Batista/ CulturaNews

24/01/2025 às 16:50 - Atualizado em 24/01/2025 às 16:58

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Recebeu alta na manhã de hoje (24), o bebê prematuro que nasceu de 25 semanas, portanto, no sexto mês de gestação, e que ficou mais de 90 dias na UTI Neonatal do Hospital São Vicente, em Guarapuava.

Profissionais do hospital, tanto da UTI quanto de outros setores, preparam cartazes e comemoraram nos corredores enquanto a mãe saia com o bebê em um carrinho. “Ela é nossa também. Foi mais nossa do que da mãe, por enquanto”, brincou a médica Lisiane Stroparo, responsável pela UTI Neonatal do São Vicente.

A bebê Lívia Machado recebeu alta pesando pouco mais de dois quilos. A mãe, Joelaine Machado, disse que descobriu a gravidez quando já estava no quarto mês de gestação. O parto foi em outubro.

“Eu tive certeza [gestação] com quatro meses. Foi a hora que eu descobri que era uma menina e que era para nascer agora em janeiro ou na primeira semana que fevereiro. Aos seis meses, começou a perda de líquido. Fiquei internada durante cinco dias. Voltei para casa e passados três dias estava com dor. Ela nasceu de parto normal”, explicou.

Em razão do nascimento muito prematuro, Lívia estava em um quadro de risco. “A sobrevida, geralmente, na literatura, é acima de 28 semanas. Ela foi um desafio para toda a nossa equipe. São bebês muito delicados. Foi um período de muitas lutas, mas a equipe toda entrou em sintonia e conseguimos fazer com ela sobrevivesse”, afirmou a médica.

A Doutora Lisiane explicou ainda que o nascimento prematuro se deu porque a mãe demorou iniciar o pré-natal, uma vez que descobriu a gravidez tardiamente.

“O pré-natal começou tardio e não teve um acompanhamento adequado, o que fez ela entrar em trabalho de parto. A maior causa de prematuridade é a infecção urinária, por isso que o pré-natal precisa ser muito bem feito”.

Joelaine já tem uma filha de cinco anos. Ela é moradora do Distrito Guairacá e passou os últimos meses com idas e vindas do hospital. Feliz, ela agradeceu aos profissionais de saúde pelo cuidado com a filha.

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