Dezenas de pessoas participaram hoje da caminhada contra o feminicídio, no Parque do Lago, em Guarapuava. Uma lei de 2019, instituiu o dia 22 de julho como Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A data foi criada por conta da morte da advogada Tatiane Sptizner, morta pelo marido, nesse mesmo dia, em 2018. O caso dela se tornou um símbolo da luta pelo fim da violência de gênero.
Oitenta e uma cruzes foram utilizadas para simbolizar o número de feminicídios registrado no ano passado no Paraná. Em cada uma delas conta também o nome das cidades onde os crimes aconteceram. O evento neste ano é organizado pela OAB. Foi de frente da sede da instituição que ocorreu a concentração no fim desta manhã, antes da caminhada, iniciada por volta do meio-dia.
“O feminicídio é o auge da violência de gênero, da violência doméstica. Para chegar no feminicídio tem muita violência psicológica, física e econômica. São esses pilares que lá frente resultarão em feminicídio”, pontou a presidente da OAB Guarapuava, Maria Cecília Saldanha.
Da frente da OAB, vestidos de branco, com balões e um grande cartaz abordando mensagem ligadas à data, os participantes caminharam até perto do estacionamento do parque, onde foi instalada a base do ato com as cruzes.
Em Guarapuava, às 19h, haverá ainda palestras que irão abordar a temática da violência contra mulheres, no auditório da OAB. A entrada é de graça.

Caminhada realizada no Parque do Lago. Foto: Reprodução/ Rádio Cultura
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