Defesa de Danilo Dominico se posiciona sobre denúncia

Denúncia foi oferecida pelo Ministério Público na última sexta-feira (12/06).

Foto: Câmara de Vereadores

16/06/2026 às 09:37

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O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou quatro pessoas por supostos crimes relacionados a loteamento irregular, corrupção passiva, estelionato e lavagem de dinheiro em Guarapuava. A denúncia foi protocolada na 2ª Vara Criminal da comarca na sexta-feira (12/06).

Entre os denunciados está o vereador de Guarapuava e ex-secretário municipal de Habitação, Danilo Dominico (PP). Também foram denunciados os ex-servidores Elson Ribeiro Junior e Erivelton Angelo Stoco, além de Paulo Rogério Soares Junior. O Ministério Público requer, em caso de condenação, a perda do cargo público exercido por Dominico.

A defesa do vereador se posicionou por meio de nota:

 

O criminalista Marinaldo Rattes, destaca que as afirmações apontadas pelo promotor de justiça são infundadas, baseadas em relatos de pessoas diretamente e comprovadamente envolvidas nos delitos, além de suposições de outras pessoas. 

Rattes, ressalta que as transações financeiras entre a suposta vítima e o servidor da secretaria de comunicação no passo municipal, ocorreram no período que Danilo não era mais secretario de habitação, sem qualquer poder de gestão na secretaria.

Importante ressaltar que a suposta vítima e o servidor já se conheciam, pois possuem grau de parentesco, o que contradiz o depoimento da suposta vítima, além de demais contradições afirmadas por eles que serão apontadas pela defesa na instrução processual.

Ademais, não foram levados em conta os depoimentos do vereador e de seu assessor, que responderam a todos os questionamentos, forneceram documentos, informações e colaboraram com toda a investigação desde o início, para o esclarecimento dos fatos. 

No mesmo sentido, o pedido de afastamento ao Poder Judiciário não se sustenta, visto que as acusações são de período em que o vereador era Secretario de Habitação, não tendo qualquer relação com o atual mandato eletivo, sendo essencial a manutenção do direito de seu mandato, para o qual foi eleito como representante legal da população.

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