Empresário aponta possível interferência de planos funerários no rodízio da Central de Triagem

Tema deve ser abordado pela CPI do Sistema Funerário de Guarapuava, na Câmara de Vereadores.

Empresário demonstrou preocupação com possível interferência. Imagem: reprocução Rádio Cultura.

07/06/2024 às 16:50 - Atualizado em 07/06/2024 às 16:59

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O empresário Ezequiel Cooper, proprietário da Funerária Santa Paula, uma das empresas que tem concessão para operar em Guarapuava, afirmou que não teme a CPI do Sistema Funerário porque trabalha corretamente e acredita que será uma oportunidade para esclarecer a população sobre o serviço. Ele também demonstrou preocupação com interferências no rodízio controlado pela Central de Triagem.

“Não tenho nenhuma reclamação na minha empresa, nenhuma advertência da Prefeitura, acredito que o serviço funerário funciona bem”, explica Ezequiel, que está há 47 anos no ramo funerário. “Quando você não deve nada você fica contente porque vai explicar para a população”.

Planos

O empresário demonstrou preocupação com uma suposta interferência de planos funerários no rodízio previsto em contrato e coordenado pela Central de Triagem. “Agora com a CPI acredito que eles vão chamar esse plano funerário para se explicar, porque minha empresa está 22 vezes sem atender”, disse Ezequiel.

Segundo ele, muitos clientes solicitam na Central de Triagem a troca da funerária, mas isso pode estar ocorrendo por interferência de terceiros. “Na minha opinião ele [planos funerários] tem que pagar na vez, quem tem o direito de reclamar é a família”, avalia.

A regra vigente é clara quanto ao rodízio. Todos os óbitos passam pela Central de Triagem que encaminha a família para funerária da vez (são três, que recebem o serviço por ordem e de forma equitativa). Mas, é possível que o cliente solicite e justifique à Central uma alteração. Isso protege o cliente de um eventual abuso da funerária.

Contudo, a regra não permite que terceiros, como um plano funerário ou mesmo a funerária, interfira nesta decisão. Se isso ocorre pode configurar um agenciamento do serviço, que é proibido pela legislação.

“Como vou aceitar que um plano funerário, de fora do certame, venha ditar normas dentro do serviço funerário? Isso eu não concordo e a Central de Triagem tem que ser mais dura”, questiona.

O rodízio é uma regra justamente para assegurar o equilíbrio financeiro das empresas. Essa modelagem, prevista no contrato de concessão, leva em conta as doações, serviços que não são ressarcidos pela Prefeitura e que é custeada pela empresa.

Veja a entrevista

Qualidade

Em entrevista à Rádio Cultura ele esclareceu que os serviços doação, previstos no contrato de concessão, fornecem materiais de qualidade indicada pela Prefeitura. “As urnas são de pinus, uma urna com quatro alças e lisa, não tem verniz, somente selador e pode colocar até 90 quilos”, explica.

O serviço de translado dentro do município e os adereços básicos para o velório são fornecidos, segundo ele. E não há, conforme o empresário, registro de reclamações ou advertências por parte da prefeitura.

Tanto nos casos de doação, quando a família quer adquiris serviços complementares, quanto nos onerosos os serviços são escolhidos livremente, com liberdade de escolha. “Ninguém empurra nada, ela compra o que ela quer, vai escolher a urna, o serviço e a maneira que quer pagar”.

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