Guarapuava deve ter menos moradores até 2050: CulturaNews explica como é feita a projeção do Ipardes

Estudo do Ipardes prevê que Guarapuava terá cerca de 8 mil moradores pelo menos até 2050; O envelhecimento da população e a queda nas matrículas escolares já apontam essa tendência.

Arquivo. Foto: Secom Prefeitura de Guarapuava.

25/06/2025 às 14:48 - Atualizado em 25/06/2025 às 14:48

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Dizer que a população de Guarapuava irá diminuir, em vez de aumentar cada vez mais nos próximos anos, pode parecer contraditório num primeiro momento ao se observar a realidade atual do município. Contudo, um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) indica uma projeção de redução populacional.

A projeção foi divulgada no início deste mês. O estudo aponta que Guarapuava perderá população até 2050, passando dos cerca de 188 mil habitantes atuais para aproximadamente 180 mil no ano futuro indicado.

Antes da queda, a população ainda chegaria a um pico em 2032, conforme o Instituto. O CulturaNews procurou o Ipardes para entender como a projeção é realizada.

O chefe do Departamento de Estudos Populacionais e Sociais do Instituto, Leonildo Souza, explicou que a base do estudo são os dados do Censo 2022 do IBGE, complementados por estatísticas de nascimentos, óbitos, migrações, matrículas escolares e indicadores econômicos.

“A projeção não está dizendo que Guarapuava cairá agora ou no ano que vem. Ela ainda tem um estoque de crescimento para alguns anos à frente. Só que esse estoque tende a se reduzir em virtude do saldo vegetativo observado e da estrutura etária da população. Quando a população vai ficando mais envelhecida, menos nascimentos ocorrerão”, disse.

A redução populacional também aparece nas escolas. Em 2050, segundo o Ipardes, um a cada quatro moradores de Guarapuava será idoso. A quantidade de estudantes irá cair, afirma o estudo, de 68 mil para 49 mil (redução de 28%). A educação fundamental já indica esse movimento: nos últimos 13 anos, houve uma queda de 23% nas matrículas.

“Com o envelhecimento da população, você precisa adaptar a cidade. Vai precisar de mais serviços de saúde para idosos, mais acessibilidade, mais espaços de convivência. E, ao mesmo tempo, a pressão por escolas vai diminuir. Isso pode que o município foque mais na qualidade da educação, como tempo integral, por exemplo”, explicou Leonildo.

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