O processo que pode levar a cassação do vereador Kenny do Cartório (MDB) por quebra de decoro parlamentar não teve movimentações desde que o presidente da Câmara de Vereadores de Guarapuava, Pedro Moraes (MDB), anunciou o recebimento do pedido de cassação.
Kenny tem duas condenações criminais em primeira instância e, na que motivou o pedido cassação, ele foi condenado por atropelar e matar um idoso (homicídio culposo) enquanto dirigia bêbado e sem carteira, em dezembro 2024. Além disso, ele tentou fugir do local sem prestar socorro com a ajuda de outra vereadora, Bia Neves (PV).
Atualmente o pedido está em análise do setor jurídico da Casa. Após análise, caberá a Mesa Diretora decidir se o caso deve ou não seguir para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
A Mesa é formada por cinco vereadores. Pelo trâmite atual, caberá a eles decidir se o processo terá ou não andamento. Se seguir, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar terá que produzir um relatório sobre a acusação. A decisão final será do Plenário, dos 21 vereadores.
Mesa
A reportagem consultou a posição dos membros da Mesa sobre o tema. Vardinho (PP), Gilson (PSB), Danilo (PP) e Pablo Almeida (PP) afirmaram que aguardam uma posição jurídica para tomar a decisão. Rita Felchak e Pedro Moraes, ambos do MDB, afirmaram que concordam com o encaminhamento do caso para o Conselho de Ética.
Quebra de decoro
O pedido está gerando divergências internas na Casa de Leis. Um dos questionamentos que parlamentares e assessores fazem nos bastidores é sobre a legalidade de cassar o vereador Kenny por um crime cometido quando ele ainda não era vereador. No dia do atropelamento ele era eleito e diplomado, mas não havia tomado posse.
Conselho de ética
Atualmente o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar é formado por Gilson da Ambulância, Ike Silvestri e Vardinho. Contudo, há movimentações de bastidores que podem alterar essa composição com a formação de um novo bloco de parlamentares. Com 11 vereadores, eles teriam predominância em todas as comissões, inclusive no Conselho de ética.
Outros vereadores
Também é corrente nos bastidores o questionamento sobre Bia Neves (PV), que também poderia ser alvo de um processo por quebra de decoro. Ela foi indiciada por ajudar Kenny a fugir do local do crime. Mas, não foi denunciada à Justiça porque fez um Acordo de Não Persecução Penal, que implica reconhecer a culpa e pagar uma multa.
A investigação policial mostra que antes do acidente Kenny estava com outros parlamentares em uma confraternização. O temor de alguns parlamentares é que um processo contra Kenny revele bastidores que podem desgastar politicamente os envolvidos.
Suplente
Em uma eventual cassação de Kenny, a suplente convocada é Maria Bisognin (MDB), que atualmente é assessora de Pedro Moraes.
MDB
O presidente do diretório municipal do MDB, Josiel Lima, afirmou à reportagem que o partido acompanha o caso mas não tomou nenhuma medida por entender que é preciso das direito a ampa defesa de Kenny. Uma eventual decisão pode ocorrer após condenação ao final do processo, que ainda está correndo.
Fique sempre por dentro das últimas notícias!
Junte-se ao nosso grupo no WhatsApp e receba em primeira mão as notícias, atualizações e destaques do CulturaNews.
Não perca nada do que está acontecendo!



