Paciente relata ter cirurgia cancelada após receber anestesia, em Guarapuava

Hospital afirmou que motivo do cancelamento foi técnico. Paciente afirmou que não teve explicação.

Procedimento foi cancelado após paciente estar anestesiada. Hospital afirma que vai apurar. Foto: Ilustrativa/Freepik.

05/12/2024 às 14:56 - Atualizado em 05/12/2024 às 15:16

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Um caso ainda em apuração envolveu uma paciente de 44 anos que deu entrada no hospital, chegou a ser anestesiada, mas saiu sem fazer o procedimento eletivo de retirada do útero. Ela disse que não teve explicação e hospital alegou critérios técnicos para não fazer a operação.

A paciente Edina Padilha Lemos, de 44 anos, relatou que no dia 3 de dezembro deu entrada no Hospital Santa Tereza, em Guarapuava, para realizar uma cirurgia de retirada do útero.

Após o internamento, em jejum, ela recebeu anestesia local. Contudo, a operação não aconteceu e o médico chegou cerca de 30 minutos após a aplicação do anestésico.

“Conversando entre eles [equipe de profissionais] o médico afirmou que não ia fazer a cirurgia porque já havia passado mais de 40 minutos da anestesia e não daria tempo e, se iniciasse, teria que aplicar uma anestesia geral e eu poderia passar mal”, afirmou a paciente.

Ela relatou uma discussão entre o médico e equipe enquanto estava anestesiada e aguardando a cirurgia. O médico teria questionado porque a paciente foi anestesiada, já que estava encerrando seu expediente e não faria a operação.

Edina, que deu entrada na tarde do dia 3, só saiu do hospital na madrugada do dia 4 após solicitar insistentemente por alta.

O que diz o Hospital?

Em nota, o Hospital justificou a não realização da cirurgia por critérios técnicos e que a versão divulgada “não reflete a totalidade dos fatos”. O Santa Tereza também afirmou que “foi instaurado um procedimento administrativo interno após solicitação dos profissionais envolvidos, para apuração detalhada dos fatos mencionados”.

O que aconteceu?

Na mesma nota, a instituição esclareceu “que de fato a anestesia foi realizada e o obstetra responsável avaliou que a paciente não apresentava condições clínicas para o procedimento cirúrgico naquele momento, devido ao risco de complicações”.

“Após avaliação e orientação, a paciente compreendeu a situação e optou por não assumir os riscos relacionados à cirurgia naquele momento”, continuou a nota.

À reportagem, a paciente afirmou que não teve essa explicação no momento e que não foi informado o motivo do cancelamento. Ela também explicou que optou por sair sem fazer a cirurgia.

“O obstetra permaneceu disponível para reavaliar a paciente na manhã seguinte e, assim, realizar o procedimento com segurança, conforme conduta médica apropriada. Porém a paciente realizou alta a pedido na madrugada não aguardando a reavaliação do médico”, informou o hospital.

Reclamações

Nenhuma reclamação foi registrado no próprio hospital. Existe uma Ouvidoria disponível aos pacientes, canal oficial para receber reclamações. A formalização permite que o hospital apure e tome as providências cabíveis.

“A instituição reafirma o compromisso com a ética e a segurança dos pacientes, prezando pela transparência na apuração dos fatos e adoção de medidas corretivas quando necessário. Contamos com a colaboração de pacientes e familiares para que utilizem os canais formais de comunicação para o registro de quaisquer situações que necessitem de avaliação e encaminhamento”, informou o hospital.

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