Medidas de contingenciamento de despesas começaram a ser implementadas em agosto na administração municipal. O corte nas despesas visa fazer frente a queda de arrecadação sofrida pelo município nos oito primeiros meses do ano. A informação é do secretário de Finanças, Luciano Croti.
“Desde agosto, uma circular restringe empenhos e limita utilização de recursos livres do município, já temos cortado diárias, encargos, cursos, já tem tomado uma série de medidas”, disse o secretário.
Segundo ele, nenhum serviço público em áreas essenciais será afetada.
De janeiro a agosto o Executivo arrecadou R$577,3 milhões, em valores nominais 1% a mais que 2024. Considerada a inflação do período, houve queda de receita. Impostos como ISS e ITBI foram alguns dos que apresentaram queda.
No mesmo período, as despesas liquidadas somaram R$518,6 mi. A maior parte é gasto com folha de pagamento, que consumiu 49,70% (R$268,9 mi). Saúde (26,26%) e educação (21,78%) vem em seguida como principais gastos.
Gargalos
Além da queda de arrecadação, o município viu crescer algumas despesas. Um exemplo é a Pérola do Oeste, concessionária do transporte coletivo municipal. Em oito meses foram repassados R$10 milhões para empresa. A Ilumina Guarapuava, PPP da Iluminação Pública, recebeu R$8,1 mi.
Outra despesas crescente é com pagamentos de processos judiciais. Até agosto foram gastos R$9 mi para pagar precatórios.
Cortes em 2026
Para o próximo ano, diante do cenário de redução de arrecadação, a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 foi ajustada para R$925,5 milhões. Anteriormente a previsão de receita ultrapassava R$1 bilhão.
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