Novo plano de ação para reduzir mortalidade materna será implantado no Paraná

O objetivo é qualificar e ampliar o cuidado à saúde materna e neonatal, com foco na redução da mortalidade materna e na promoção da equidade no acesso aos serviços.

Paraná implantará novo plano de ação para reduzir mortalidade materna (Foto: SESA-PR)

11/07/2025 às 14:30

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou nesta quinta-feira (10) a 1ª Reunião Extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR) deste ano para pactuar a aprovação do Plano Estadual da Rede Alyne, que a partir de agora será implementado no Estado. A iniciativa, proposta pelo Ministério da Saúde e que se soma ao trabalho estadual, visa qualificar e ampliar o cuidado à saúde materna e neonatal, com foco na redução da mortalidade materna e na promoção da equidade no acesso aos serviços.

A Rede Alyne é a nova estratégia nacional que substitui a Rede Cegonha, com financiamento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Inspirada no caso da carioca Alyne da Silva Pimentel, vítima de negligência obstétrica, a proposta estabelece ações integradas e humanizadas em todas as fases da gestação, parto e puerpério, com atenção especial a mulheres em situação de maior vulnerabilidade social, étnico-racial ou territorial.

A pactuação da Rede se soma ao trabalho já realizado no Estado para fortalecer a saúde da mulher. O Paraná lidera nacionalmente os indicadores de acompanhamento do pré-natal: em 2025, 88,5% das gestantes paranaenses realizaram sete ou mais consultas durante a gestação pelo SUS. Esse desempenho reflete o compromisso do Estado com o cuidado integral e contínuo desde o início da gestação até o pós-parto.

A proposta para criação do Plano Estadual foi aprovada pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR), em nome dos gestores. O plano prevê a solicitação de incentivo financeiro ao Ministério da Saúde para estruturação e qualificação dos serviços em todas as macrorregiões do Estado. O financiamento será com recursos do Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde e do Componente de Investimento do SUS, a partir de pactuações nas macrorregiões.

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Entre os destaques do plano, estão: 196 novos leitos hospitalares voltados à atenção à gestação e ao puerpério de alto risco; 23 ambulatórios de pré-natal de alto risco, com foco no acompanhamento especializado das gestantes; 27 novos ambulatórios de seguimento para recém-nascidos e crianças que demandam cuidados após a alta hospitalar; 26 Centros de Parto Normal (CPNs), que visam promover o parto humanizado e seguro.

Além disso, serão implantadas ainda oito novas Casas da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBPs), que garantem acolhimento e apoio para mulheres em situações de vulnerabilidade; 140 leitos de cuidados intermediários neonatais, fundamentais para o atendimento a bebês prematuros ou com intercorrências clínicas e oito novos Bancos de Leite Humano e Postos de Coleta, que fortalecem a rede de apoio à amamentação e à nutrição neonatal.

Fonte: Agência estadual de Notícias.