A morte de um homem encontrado sobre a linha férrea no bairro Alto Cascavel, em Guarapuava, na manhã desta quinta-feira (21/05), inicialmente tratada como um possível atropelamento ferroviário, revelou-se um homicídio. Um suspeito de 24 anos foi preso e outros dois envolvidos identificados pela polícia seguem foragidos.
A ocorrência começou a ser atendida pela Polícia Militar por volta das 6h da manhã, após o maquinista de uma composição ferroviária informar que avistou um homem deitado nos trilhos a aproximadamente 20 metros de distância. Segundo ele, devido ao peso do trem, não foi possível evitar o impacto.
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica. Durante o atendimento, moradores relataram que ouviram gritos e sons de agressões durante a madrugada nas proximidades da linha férrea.
Em buscas pela região, policiais localizaram roupas com marcas de sangue a cerca de 30 metros do local onde o corpo foi encontrado. Uma testemunha informou que a vítima teria sido agredida naquele ponto e indicou um possível envolvido.
A partir das diligências realizadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) em conjunto com a Polícia Militar (PMPR), foi constatado que o crime teria ocorrido ainda na noite de quarta-feira (20), após um desentendimento em um ponto de tráfico de drogas no bairro.
De acordo com a investigação, a vítima foi espancada com pedaços de madeira e, após morrer, teve o corpo colocado sobre os trilhos na tentativa de ocultar o homicídio e simular um atropelamento ferroviário.
Um suspeito de 24 anos foi localizado e preso. Durante a sequência das investigações, outros dois suspeitos foram identificados: um homem de 26 anos, que já possui mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, e outro de 55 anos. Ambos permanecem foragidos.
Segundo o delegado Bruno Miranda Maciozek, os envolvidos deverão responder por homicídio qualificado, destruição de cadáver e fraude processual.
A Polícia Civil continua as investigações e solicita que informações que possam auxiliar na localização dos suspeitos sejam repassadas de forma anônima pelo telefone 197 ou pelo WhatsApp (42) 3630-1741. O sigilo da fonte é garantido.
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